Cidades
IML diz que erro em troca foi das fam�lias
Após velar a morte alheia, os parentes dos rapazes que tiveram os corpos trocados no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió enfrentaram, ontem, mais um dia de aflição por causa do erro que cruzou seus destinos. A direção do IML vai abrir uma sindicância, mas já adianta que o mórbido engano foi culpa das próprias famílias. Questionado se o motivo da sindicância é descobrir falhas cometidas por algum funcionário, o diretor-geral do órgão, Gerson Odilon, foi evasivo. ?Conferi a documentação, os corpos estavam identificados, até o momento não vejo erro nenhum, mas não posso me privar de apurar todos os detalhes?. Para Odilon, não é o reconhecimento da família que identifica o cadáver. ?A identificação acontece através de critérios científicos, e é de responsabilidade do IML?, alega. O diretor informa, inclusive, que baixou uma portaria, na semana passada, proibindo o acesso de parentes à sala de necropsia. Este foi o principal motivo de reclamação da família de Ednael João da Paz dos Santos, assassinado a tiros aos 19 anos.