Cidades
IML ser� transferido para Tabuleiro
Apontado como o prédio mais esquecido do governo do Estado, o Instituto Médico Legal (IML) vai mudar de local. A nova edificação ainda é uma obra futurista, mas já tem local e deve ser construída no Tabuleiro do Martins, numa área de 31 mil metros quadrados. Na semana passada, o médico legista e professor Gerson Odilon conheceu a região e aprovou o que viu. Para o governo do Estado, a construção é uma das prioridades para a área de Segurança Pública. Mesmo com as polêmicas ? que envolveriam a construção na parte alta da cidade ?, o secretário José Paulo Rubim garantiu que existem alternativas para sanar qualquer preocupação dos moradores do entorno do prédio. Atual instituto enfrenta uma série de problemas Ciente dos problemas que atualmente atingem a instituição, o novo diretor reconhece que algumas medidas deveriam ser adotadas. A primeira delas é tentar coibir a vulnerabilidade do prédio. Em sua avaliação, foi isso que contribuiu para a ?troca de corpos? que recentemente ganhou repercussão na imprensa. ?Mas o problema não é de agora. Por exemplo: na época do caso Alessandro Domingos ? o Sandrinho, morto em 2006 ?, a foto dele sendo visto pelas pessoas no IML foi parar na internet. Meu Deus do céu! Aquilo doeu em mim. Pra mim aquele não era o Sandrinho e seu passado e sim um ser humano. A Medicina não pode ser exercida com discriminação e sim com ética?, definiu o professor Odilon. Notícia de novo prédio não é novidade na área Entre os peritos, a notícia do novo IML não é novidade. Segundo o presidente da Associação dos Peritos em Criminalística, José Veras Neto, desde a época do diretor Nivaldo Cantuária que o assunto ganhou notoriedade. Para ele, é importante que os médicos legistas trabalhem ao lado dos peritos. ?Isso daria mais possibilidades de interagirmos com os médicos, que muitas vezes querem saber detalhes da cena do crime?, observou Veras. Entretanto, mesmo reconhecendo que isso seria um avanço, ele não deixou de criticar o governo do Estado. ?É preciso que se diga que neste governo não existiu vontade política para nossa categoria. Estamos sem estímulo. Muita gente já está se preparando para outros concursos?, disse o presidente da associação.