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Falta de m�sicos amea�a banda da PM

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Na música de Chico Buarque, a gente sofrida despediu-se da dor para ver a banda passar cantando coisas de amor. Já na PM de Alagoas, músicos de farda sofrem com a dor de ver a banda acabar devido ao baixo efetivo. Nos últimos anos, o Centro Musical da Polícia Militar teve uma redução de 128 instrumentistas para menos de 70. Alguns começam a ser deslocados para outras funções, inclusive policiamento nas ruas, já que a falta de militares atinge todas as unidades da corporação. Se a tropa ideal para todo o Estado é de 16 mil policiais, o efetivo está resumido a menos da metade, algo em torno de 7 mil homens e mulheres. Se ?o homem sério que contava dinheiro parou?, se ?a namorada que contava as estrelas parou... pra ver a banda passar?, eles podem não ver direito porque um saxofone da PM também parou, à espera de um músico que o toque. O anterior se aposentou. Baixo número de músicos inviabiliza apresentações Com a redução do número de integrantes, a banda da PM não consegue realizar mais do que 200 apresentações por ano. Isso porque existem dois grupos para dividir os serviços. Nem todas as solicitações podem ser atendidas porque os músicos devem atender a uma média de 50 a 60 convocações por ano para atuar em outros serviços. ?A banda é formada por policiais e está à disposição para atender a situações extras?, explica o regente, major Valdecir de Souza. O problema é que as convocações, que deveriam ser extraordinárias, começam a fazer parte da rotina. O contramestre do Centro Musical, tenente Amilton Lima, parte em defesa da banda. ?Imagine um desfile de 7 de Setembro sem ela, uma formatura de cadetes ou até mesmo o domingo de lazer na Pajuçara... Participamos do desfile do Pinto da Madrugada, de homenagens no Dia da Mulher, bailes de formatura, procissões da igreja e recepção de autoridades?, destaca o militar. ?Música possui o poder transformador? Quando não estão em alguma refrega contra a bandidagem, os músicos da Polícia Militar (PM) encantam com clássicos eruditos, mas também chamam a atenção com arranjos inovadores, que incluem boleros, forrós, axés e vão da nova MPB ao bom e velho rock?n?roll. Um dos maiores responsáveis pela formação do repertório é o subtenente PM Borges, mais conhecido como Everaldo Borges, o virtuoso saxofonista alagoano que se destaca na carreira solo, tanto em shows como em gravações de estúdio. Questionado se a banda corre o risco de acabar, Everaldo responde que a música leva emoção e tem poder transformador. ?Tirando a arte, a cultura de um povo, não tem como reduzir a criminalidade. A música é preventiva, a algema é o pós. Às vezes, alguém com algum pensamento mau, muda quando a banda da PM está em ação. A gente nota o despertar pela música em crianças de rua ou numa entidade social?.

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