Cidades
Guardas municipais trabalham com medo de morrer
Remunerados para amedrontar a malandragem que rodeia o patrimônio público, a maioria dos 833 guardas civis da Capital trabalha em condições precárias e com medo de morrer. Ainda desarmados, valendo-se apenas das 50 pistolas de taser ? armas não letais compradas na última semana pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania (Semdisc) ? e sem coletes à prova de balas quando estão de plantão em escolas, postos de saúde e secretarias, eles têm poucas condições de fazer face à astúcia do algoz que surpreende armado com ?trabuco? de metal. Bases da Guarda Municipal são precárias Em seu detalhado organograma, a Guarda Municipal da capital prevê serviços de vigilância do extenso patrimônio público em diversos setores da comunidade, para a qual foram criados os núcleos de Policiamento Comunitário. Eles preveem entrosamento harmônico com a população de quatro comunidades periféricas: Jacintinho, Santa Lúcia, Carminha e Clima Bom. A Gazeta constatou que o núcleo de policiamento montado na avenida que corta o populoso Jacintinho funciona aquém do prometido pelos burocratas da administração municipal quando de sua inauguração. Carro ou motocicletas não estão à disposição dos vigilantes. O efetivo do posto não passa da meia dúzia. Diariamente, não se vê além de um homem só no plantão. Teste reprova uso de arma de fogo No primeiro dia de novembro de 2009, a Gazeta revelou que, dos 465 guardas que se submeteram ao curso de formação, 317 foram considerados inaptos ao uso de arma de fogo. Muitos dos reprovados já colecionavam 14 anos de atuação na corporação. Mesmo assim, não obtiveram nota satisfatória no teste aplicado pela psicóloga responsável pelas avaliações. Quase cinco meses depois de muita polêmica e contestação dos laudos assinados pela psicóloga Silma de Oliveira, então credenciada pela Polícia Federal (PF), os 148 guardas considerados aptos ao porte da arma de fogo ainda não podem utilizar o instrumento. O guarda municipal Sidney Raimundo é um deles. ?Por enquanto, minha única arma e a fé em Deus?, explica. Parte dos veículos usados pela Guarda Municipal : guardados no galpão à espera de reparos Questionado acerca da denúncia de que parte da frota da Guarda Municipal estava sucateada, o secretário Pedro Montenegro disparou sinceridade recentemente. ?Quebraram de uma vez só. É muito estranho?. Ele se referia aos 12 veículos inutilizados, dentre os quais oito motocicletas seminovas e que mofam num dos galpões do quartel da corporação civil. Convênio vai integrar PM à Guarda Civil Na última sexta-feira, a Secretaria da Defesa Social firmou convênio com a Prefeitura de Maceió para ações de cooperação técnica entre a Polícia Militar de Alagoas e a Guarda Civil de Maceió. A parceria tem como finalidade desenvolver ações integradas em segurança pública. Pelo convênio, a PM vai fornecer suporte técnico, instrução e consultoria sobre correção de atitudes, monitoramento e policiamento comunitário para o efetivo da Guarda