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Professores esbarram em dificuldades

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As dificuldades existem, às vezes parecem intransponíveis, mas a necessidade financeira e a obrigação de cumprir a missão profissional levam professores e servidores da Educação a áreas isoladas, a locais inóspitos e aos mais distantes rincões de Alagoas, onde estão situadas as unidades educacionais classificadas de ?difícil acesso? ou de ?difícil locação? ? como define o Ministério da Educação (MEC) as unidades de ensino que ficam fora do perímetro urbano, localizadas em áreas de alta periculosidade ou situadas em áreas rurais. Para o deslocamento até essas unidades, os professores têm direito a uma gratificação, que pode ser calculada pela distância percorrida ou aplicada no valor do salário recebido pelo profissional da educação, que pode variar entre 10% e 30% do valor do salário. Maratona conta com barco e bicicleta Para chegar às unidades de ensino de difícil acesso, os professores são obrigados a longas jornadas diárias que incluem deslocamentos para cidades distantes e até viagens para outros Estados. Sem muitas alternativas, os profissionais da educação utilizam vários recursos para o cumprimento da jornada de trabalho, que inclui deslocamento dos mais variados meios de transporte. De barco a motor a uma bicicleta emprestada; de ônibus a longas caminhadas; de carona a viagens interestaduais, os profissionais de educação fazem um esforço ? em troca de gratificações muitas vezes irrisórias ? para garantir um salário um pouco superior ao pago pelas prefeituras e pelo Estado. Há 11 anos, a professora Simone Braga de Souza Araújo, 37 anos, e a companheira de profissão Ruth Barbosa de Lima, têm a mesma rotina diária que as transformaram em verdadeiras heroínas para os cerca de 500 moradores do povoado Riacho Velho, na zona rural de Marechal Deodoro. Pernambucanos ensinam em Alagoas Aprovados no último concurso público para professor em Alagoas, em 2005, os professores pernambucanos Ana Patrícia Santos, do município de Camaragibe, na região sul do Estado, e Aldo Magalhães de Oliveira, da cidade de Arcoverde, no agreste pernambucano, são exemplos do esforço de alguns profissionais da área de educação de se adequarem às dificuldades inerentes à profissão. Ana Patrícia, que leciona as disciplinas de Geografia e História, e Aldo Magalhães, professor de Ciências e Matemática, estão lotados, desde 2006, na escola estadual Onélia Campelo, no bairro do Santos Dumont, uma das áreas mais violentas da capital. Há quatro anos, os dois cumprem uma jornada de 20 horas semanais que garante um salário de R$ 1.115.00, incluindo a concessão da gratificação por difícil acesso, no valor de R$ 100. Professora tem que se afastar de filhos A professora pernambucana Ana Patrícia revela outros detalhes do esforço dos professores que deixam os seus Estados para exerceram a profissão em Alagoas. Na relação de professores da Secretaria Estadual de Educação que recebem a gratificação por difícil acesso, a professora pernambucana ? que reside no município de Camaragibe, na região do Sul Pernambuco, a 397 km de Maceió ? revela que apesar da vantagem salarial oferecida pelo estado de Alagoas, as dificuldades para o seu deslocamento da sua cidade até Maceió, o afastamento da família e a rotina agitada para cumprir a sua carga horária ainda são alguns dos obstáculos enfrentados no dia a dia.

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