Cidades
Em AL, pr�tica f�sica evita os excessos
A morte do policial militar Abinoão Soares de Oliveira, 34 anos, durante um treinamento, em Cuiabá, no Mato Grosso, suscitou a discussão sobre como os militares são formados em Alagoas. A Gazeta foi em busca de detalhes sobre os treinamentos que ocorrem no Estado e constatou que não se assemelham em nada com o nível de brutalidade e crueldade como o que Abinoão enfrentou. Na prática, a maioria dos treinamentos visam o nivelamento da tropa ou batalhões operacionais. Conforme explicou o militar responsável pelo Comando do Policiamento da Capital (CPC), Mário da Hora, a busca é por uma excelência no serviço. Curso nivela policiais para ações diárias Em relação aos treinamentos quase diários, aconteceu no Batalhão de Radiopatrulha (BRP) um curso de ocupações táticas. A necessidade do treinamento está associada a demanda diária do grupamento. Condicionado ao atendimento de ocorrências dia e noite, seus integrantes precisam dominar técnicas e conhecimentos sempre dos mais atuais. Isto porque os conflitos e situações urbanas a cada dia têm exigido momentos de maior risco e respostas imediatas. O primeiro tenente Hiraque Agnnes explicou que esses treinamentos costumam consumir seis semanas e, também, não visam a competição ou afastamento dos alunos. ?Atualmente estamos com 21 alunos de diferentes batalhões, porque estamos fazendo um nivelamento onde estamos visando a abordagem em entradas táticas?, contou o militar. Abinoão foi ?marcado? em treinamento A delegada Ana Cristina Feldner, que presidiu o inquérito sobre a morte do soldado alagoano Abinoão Oliveira, definiu o militar como um subalterno com espírito de liderança, companheiro e que mesmo torturado morreu calado. O silêncio era uma forma de resistir e garantir o sonho de obter o brevê para Tripulante Operacional Multimissão (TOM). Diante dos fatos, a delegada não teve dúvidas de que ele foi afogado propositalmente, no dia 24 de abril, depois de concluir sua instrução. Os oficiais apontados por sua morte são os tenentes Carlos Evane Augusto e Dulcezio Barros Oliveira. Ambos foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, tortura e sem chances de defesa. E por tentativa de homicídio, o sargento Moles Fidélis, cabo Antônio Vieira e o soldado Saulo Rodrigues.