Cidades
Fam�lias sem-terra ganham novo prazo
As 17 famílias de trabalhadores rurais ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT) que ocupam uma faixa de 118 hectares de terras da antiga Usina Bititinga, no município de Messias (atualmente arrendada à Usina Santa Clotilde), terão mais um prazo, até o próximo dia 21, para tentar fechar um acordo ou desocupar a área. O mandado judicial de reintegração de posse, em favor da Santa Clotilde, deveria ter sido cumprido na última terça-feira. A Polícia Militar chegou a deslocar 200 policiais para o município de Messias, com a missão de retirar os trabalhadores da área, mas o Centro de Gerenciamento de Crises da PM chegou primeiro para negociar a saída pacífica e conseguiu adiar a ação em função da articulação de uma audiência entre as partes, que aconteceu ontem, na sede da Vara Agrária, em Maceió, com participação do Incra e da Ouvidoria Agrária. Terra é reivindicada por vários donos A reintegração de posse em questão não é o único problema relacionado às terras da antiga Bititinga. Uma nova questão, relacionada à propriedade das terras, cuja área total é calculada em 440 hectares, certamente vai gerar novas demandas jurídicas. Para se ter uma ideia, só na reunião de ontem, além dos representantes dos sem-terra, que ocuparam a área de 180 hectares, e da arrendatária desse trecho, a Usina Santa Clotilde, que reclamou e conseguiu na Justiça a reintegração de posse, participou também o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que já emitiu os títulos de posse de uma área de 320 hectares ? distribuída em dois assentamentos. |FA