Cidades
Chuva deixa desabrigados e provoca uma morte
São Miguel dos Campos ? O cenário era de total destruição nas ruas de São Miguel dos Campos, na manhã do ontem. As chuvas torrenciais que desabaram na última sexta-feira despertaram a fúria do Rio São Miguel, que não poupou a população dos bairros localizados às suas margens. No último sábado, o nível do rio subiu mais de cinco metros. Ruas e casas foram inundadas e mais de três mil pessoas ficaram desalojadas. Um homem morreu eletrocutado enquanto tentava salvar da inundação os móveis de uma casa. A Prefeitura de São Miguel dos Campos decretou estado de emergência. Cerca de quinhentas pessoas foram levadas para ginásios e escolas municipais. Além de São Miguel dos Campos, outras nove cidades alagoanas também foram afetadas: Atalaia, Jundiá, Flexeiras, Marechal Deodoro, Rio Largo, São Luís do Quitunde, Matriz de Camaragibe e Passo de Camaragibe. As informações são extraoficiais e ainda serão confirmadas pela Defesa Civil Estadual, mas estima-se que mais de cinco mil pessoas estejam desalojadas por causa das enchentes em Alagoas. Moradores culpam ponte pelos estragos A maioria dos moradores prejudicados pela enchente do Rio São Miguel culpam a ponte sobre o rio construída em parceria pela Usina Caetés e a Prefeitura de São Miguel dos Campos pela ?tragédia?. Segundo eles, a ponte, construída para facilitar o tráfego dos caminhões da usina, estaria ?represando? o rio e provocando as inundações. ?O problema é esta ponte. Depois que ela foi construída só tivemos problemas?, diz o motorista José Pedro Lucena. Mas o secretário municipal de Viação e Obras de São Miguel dos Campos, Edvaldo Bezerra, garante que o problema não é a ponte. ?A ponte não tem nada a ver com a inundação. O problema pode ter sido causado pelo grande volume de chuvas na cabeceira do Rio São Miguel, em Tanque d?Arca e também pela maré alta, que impede que água desça para o mar?, explicou Edvaldo. |LM