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H�lvio Auto tem sobrecarga de pacientes

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A médica infectologista Rosileide Alves recorre ao bom humor e utiliza a expressão ?mercadoria sem nota? quando se refere ao ?despejo? diário, financiado por prefeituras de todo o Estado, de pacientes com problemas simples na recepção do Hospital Escola Hélvio Auto (HEHA), especializado no tratamento de doenças infecciosas e não no trato de quem está com dor de cabeça, barriga ou dengue simples. Dos 1.200 pacientes que recorreram à unidade hospitalar de janeiro a junho deste ano, todos com suspeita de dengue, 510 provinham do interior do Estado e 690 dos diversos bairros da capital. Apenas 23,8% do total recepcionado precisou ser internado. Os mais de 70% restantes não deveriam jamais ter ido ao Hélvio Auto porque sofriam de febre, dor de cabeça, náusea, etc. Casos simples vão passar por triagem Diante dos 43.721 pacientes com doenças de fácil solução que recorreram, este ano, ao Hospital Geral do Estado (HGE), especializado na assistência às vítimas de trauma, o médico Vanilo Soares, superintendente de Atenção à Saúde do Estado, avisa: a partir de julho, o paciente com dor de barriga ou de cabeça, com febre ou inapetência alimentar passará por triagem e será transportado ao posto de saúde perto de casa, seja na capital ou interior. ?Dependendo da situação, vamos levá-lo ao posto de saúde em automóvel e com o devido conforto. Só não podemos continuar recebendo paciente cuja dificuldade deve ser sanada pela assistência básica nas unidades de saúde, principalmente aqui da nossa capital?, observa o experiente médico, segundo o qual a inédita ?central de triagem? do HGE deve ser inaugurada para funcionar com rigor, no início do mês vindouro. Prejudicados podem recorrer à ouvidoria O biólogo Carlos Eduardo da Silva, diretor de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Maceió, não confirma falhas nos procedimentos de profissionais nos postos de saúde do município, conforme insinuam os gestores do Hospital Geral do Estado (HGE) e do Hospital Escola Hélvio Auto (HEHA), mas avisa que o cidadão prejudicado pelos funcionários da Saúde municipal podem encaminhar denúncia à Ouvidoria da Secretaria para que a mesma seja rigorosamente apurada. Ele explica que as 56 unidades de saúde do município funcionam das 8 às 17 horas, mas cinco delas têm horário ampliado até às 20 horas porque prestam assistência diferenciada, como o atendimento aos pacientes que precisam receber medicação intravenosa durante o tratamento de casos de dengue considerados de menor complexidade. ?Temos estrutura inclusive para realização de exames de sangue indispensáveis ao diagnóstico de dengue?, diz Carlos Eduardo.

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