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Crian�as “driblam” as drogas com a bola

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Quando a bola rola no campo ladeirado e com rachaduras da comunidade Rosane Collor, os sonhos se misturam. Os jogadores ? crianças do bairro do Clima Bom e região ? correm em busca de um futuro melhor, driblando, diariamente, a marcação cerrada do tráfico e a oferta fácil do crack. Sob orientação do abnegado José Henrique dos Santos Filho, 43 anos (ex-zagueiro de CSA e CRB), 78 dessas crianças têm se defendido dos gols contras marcados pela violência que cerca o lugar cujo o clima só é bom mesmo no nome. As estatísticas apontam que 8,9% dos 100 crimes de homicídio registrados mensalmente em Maceió ocorrem lá. Treinador conquista respeito dos pais Depois de 11 anos oferecendo oportunidades para crianças da comunidade, José Henrique conquistou respeito dos pais, comerciantes, moradores e até dos traficantes da região. ?Dei chance até para os que, hoje, escolheram outro caminho?, relembra. Segundo ele, ao longo de mais de uma década, nunca nenhum treino ou jogo foi interrompido no ?barreirão? ? como é chamado o campo de futebol local. ?Os homicídios são ocorrências comuns, mas nunca dentro do campo. É como se fosse uma forma deles respeitarem essa parte da comunidade?, acredita.|MR Escola é referência na comunidade Com o campo, a outra referência para a comunidade é a Escola Municipal Zumbi dos Palmares. Nela, outras crianças e adolescentes que não participam do futebol aprendem dança afro, coco-de-roda e teatro. É aí que entra em cena o trabalho do voluntário Vanderlei Mariano. ?Nosso trabalho com a arte e o do Henrique com o futebol são referências para eles como uma cultura de paz. Mas precisamos de apoio para ampliar isso?, diz Vanderlei. E o apoio pode vir da Secretaria Especial de Promoção da Paz. Isto porque a responsável pelo Eixo da Educação, Maristela Pozitano, conhece o trabalho e os envolvidos nele. Por telefone, ela reconheceu o empenho e os resultados feito pelos voluntários e se comprometeu a defender o projeto de criação de um campo na comunidade. ?Tudo a gente pode fazer se contarmos com apoio de outras secretarias, porque nossa estrutura depende disso?, disse Maristela. |MR

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