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Estado paga mas n�o recebe armas da It�lia

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Alagoas pode levar um calote de R$ 600 mil em uma transação para compra de armas realizada pela Secretaria de Defesa Social (SDS). O dinheiro já foi pago há dois anos, mas até agora o armamento ainda não foi recebido pelo Estado. A denúncia foi feita ontem, durante a reunião do Conselho Estadual de Segurança, no Palácio Flo-riano Peixoto, pelo advogado Pedro Montenegro, que afirmou ter conseguido as informações sobre a negociação com fontes do Ministério da Justiça. O atual secretário de Defesa Social, procurador Antônio Arecippo, confirmou a denúncia e declarou que está tentando há cerca de dois meses receber o lote de armas comprado pela secretaria a uma empresa italiana, que não teve o nome revelado. No entanto, Arecippo explicou que a mercadoria foi comprada por intermédio de uma empresa de importação com sede em São Paulo, cujo nome também foi ocultado, que ainda não repassou o dinheiro para a fábrica na Itália. Segundo Arecippo, desde que a Defesa Social começou a cobrar o recebimento das armas que as empresas paulista e italiana estão fazendo um jogo de empurra-empurra. ?Entramos em contato com a importadora de São Paulo e ela comunicou que faltavam algumas certidões e documentos para a liberação da mercadoria. Já a empresa italiana responde que o armamento está pronto para embarcar para o Brasil, mas somente vai liberá-lo quando receber o pagamento?, ressaltou. O secretário não revelou o tipo de armas compradas, mas fontes da SDS revelaram que se tratam de um lote de escopetas, calibre 12, tipo Bereli. O início das negociações se deu durante a gestão do ex-secretário Edmílson Miranda, mas a liberação do pagamento foi feita pelo ex-secretário Mário Pedro. Ação Antônio Arecippo afirmou que já está tomando providências no âmbito administrativo, porém não descartou a possibilidade de entrar com uma ação penal contra as empresas. Ele disse que existem documentos que comprovam o repasse do dinheiro para a importadora paulista. ?A SDS vai fazer o máximo para que o armamento chegue a Alagoas, mesmo porque atendemos a tudo que foi solicitado pela importadora, no que diz respeito à liberação de documentos e certidões?, assegurou. O dinheiro utilizado para a compra do lote de armas é proveniente do Plano Nacional de Segurança Pública, repassado pelo governo federal para os Estados para o reaparelhamento das polícias Civil e Militar, com a compra de armamentos e viaturas. O secretário informou que o procedimento normal, realizado por secretarias de Segurança Pública de outros Estados, para a compra de armas a países estrangeiros, é pedir a intervenção do Banco do Brasil na negociação.

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