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Buscas aos desaparecidos avan�am

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Aos poucos, os números da trágica enchente que afetou 28 cidades e deixou 15 delas em estado de calamidade pública vão se acomodando. A imprecisão da coleta de dados fornecidos pelos municípios atingidos fez a Defesa Civil Estadual sustentar, por cinco dias, que a quantidade de mortos era de 29 pessoas. Mas, depois da checagem de documentos, esse número acabou caindo. Agora, oficialmente, são 15 as vítimas fatais. Os desaparecidos também diminuíram. Até a quarta-feira, 607 pessoas eram tidas como não encontradas. Com o avanço das buscas e o deslocamento de quem estava isolado, essa quantidade caiu para 135 moradores. Em Maceió, famílias voltam para casa Enquanto o socorro continua para as áreas mais destruídas do interior do Estado, na capital as 493 famílias cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência (Semas) começam a voltar para suas casas. Todas foram vítimas das enchentes, por causa do aumento do nível da Lagoa Mundaú. Os primeiros deslocamentos para áreas públicas começaram no sábado, depois que a água oriunda dos municípios começou a desaguar na orla lagunar. O transbordamento atingiu famílias do Vergel do Lago, Vila Brejal, Fernão Velho e Bom Parto. Todas as áreas são conhecidas e já foram catalogadas pela Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec). Ontem, por telefone, o coordenador da Comdec, coronel Antônio Almeida, confirmou que o problema das famílias é conhecido, porém, só se agravou por causa da quantidade de água recebida pela lagoa. MR Rio Largo tem reforço no policiamento | GILVAN FERREIRA - Repórter O receio de uma nova onda de saques, vandalismo e assaltos a lojas do Centro de Rio Largo, como ocorreu nos dois dias seguintes às chuvas que atingiram a cidade, levou o secretário de Defesa Social (SDS), delegado federal Paulo Rubim, a determinar o reforço do policiamento do município. Militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que desde segunda-feira reforçam o policiamento noturno da área do comércio e entradas e saídas de Rio Largo, vão receber a ajuda de guarnições da Força Nacional, que desembarcaram ontem em Alagoas, e auxiliarão os órgãos do Estado na segurança dos municípios mais atingidos pelas chuvas. Força Nacional integra ações no Estado | NATÁLIA SOUZA* - Estagiária O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Estadual receberam reforços do governo federal no trabalho de buscas e assistência às vítimas das enchentes nos municípios alagoanos atingidos pelas chuvas. Ontem à tarde, um contingente de 22 bombeiros da Força Nacional de Segurança desembarcou no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Rio Largo. Outros oito chegarão amanhã em comboios para integrar a equipe. Os militares atuarão no setor operacional, ou seja, nos serviços de buscas e resgates de desaparecidos, e na parte assistencial, com arrecadação e distribuição de donativos entre os desabrigados. *Sob a supervisão da editoria de Cidades População ainda em estado de choque | BLEINE OLIVEIRA - LARYSSA OLIVEIRA * / Repórter e estagiária A antiga Rua da Ponte, na parte baixa de União dos Palmares, se transformou em ?atração? para quem vai ao município ver de perto a devastação provocada pela enchente do Rio Mundaú, que atravessa a cidade. Muita gente passa horas às margens do rio, observando o trabalho de remoção de entulhos, pedras e muita lama e terra espalhados pelo que até o último dia 18 era um trecho da zona urbana do município. Máquinas e escavadeiras são mantidas em funcionamento durante todo o dia tentando criar condições para o tráfego de veículos e pessoas. Naquela área não há mais ruas, só escombros. A população atingida continua em estado de choque, surpreendida pela cheia que destruiu mais de 4 mil casas e prédios públicos, matou oficialmente 15 pessoas e atingiu 180 mil. *Sob a supervisão da editoria de Cidades. Hospital será montado em escola Localizada a 76 quilômetros de Maceió, a cidade de Santana do Mundaú, que foi inteiramente destruída pela enchente do Rio Mundaú, tinha como única atividade, ontem, a montagem do hospital de campanha trazido por integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBM/RJ). Um grupamento formado por agentes de defesa civil e profissionais de saúde veio socorrer os alagoanos atingidos pela cheia. Com apenas 50 anos de vida, pois foi instituída em 1960, a cidade não tem um único imóvel de pé na região do comércio. ?Acabou tudo. Só ficaram os bancos da praça e a igreja, que é toda de pedra?, disse o servidor público Édson Pádua, que perdeu a casa onde morava, no conjunto Cohab. BO Governo nega rompimento de barragem | SEVERINO CARVALHO - Repórter Barreiros (PE) ? Os secretários estaduais de Recursos Hídricos de Alagoas e de Pernambuco, respectivamente, Alex Gama e João Bosco de Almeida, negaram ontem em entrevista à Gazeta de Alagoas que o rompimento ou sangramento de barragens nas bacias dos rios Mundaú, Paraíba do Meio e Una tenha provocado as enchentes que deixaram 45 pessoas mortas e mais de 40 mil desabrigadas nos dois estados. A hipótese, descartada pelos secretários, foi levantada pelo professor de meteorologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e coordenador do Sistema de Radar Meteorológico de Alagoas (Sirmal), Ricardo Sarmento. ?Diante do sofrimento de milhares de pessoas, o professor (Ricardo Almeida) não deveria formular hipótese e levantar a ira das pessoas contra os governos que nesse momento tentam apenas ajudar os desabrigados?, disse Almeida, afirmando estar munido de dados técnicos que comprovam que a causa da inundação foi a grande quantidade de chuva que caiu nas cabeceiras dos rios situados no Agreste pernambucano. ?A chuva que caiu não faria esse estrago? Barreiros ? Longe das discussões técnicas e vivenciando a tragédia, vítimas das enchentes entrevistadas pela Gazeta de Alagoas acreditam piamente que o rompimento e sangramento de barragens foram as causas do ?tsunami de água doce? que destruiu cidades em Alagoas e Pernambuco. ?Essa chuva que caiu aqui em Barreiros (PE) não faria esse estrago todo que estamos vendo agora?, disse o formeiro Edvaldo Kenedy Gomes, 41 anos, que perdeu tudo o que tinha. Ele recorda que, em 2000, a precipitação foi muito maior, mas a enchente não provocou tamanha destruição. Barreiros, no Litoral Sul de Pernambuco, teve 95% da cidade atingida pelas enchentes dos rios Una e Carimã. Até ontem, havia 10 mil desabrigados e 20 mil desalojados. Dois corpos já foram encontrados e dezenas de pessoas estão desaparecidas. SC

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