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Moradores choram a morte de parentes

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Branquinha ? No município da Zona da Mata de Alagoas, pouca coisa ficou de pé. De um canto a outro da cidade, as imagens de prédios no chão ou prestes a desmoronar lembram muito o cenário deixado por furacões ou tsunamis. A estrada de ferro retorcida como um caracol também ajuda a demonstrar a força devastadora do Rio Mundaú, que causou a maior enchente registrada no Estado de Alagoas no dia 18. A impressão que se tem ao conversar com as vítimas é de que a cidade precisará de um recomeço. A ideia dada pela prefeita Renata Moraes, de reconstruir a cidade em outro ponto, mais alto ? e mais distante do rio ?, está entre a opção que mais agrada à população. Mas isso tudo só poderá ser resolvido depois que a cidade deixar o estado de calamidade em que se encontra. * Sob supervisão da editoria de Cidades. Comunidade começa a reconstruir municípios Murici ? Não muito diferente do cenário visto nas cidades do Vale do Mundaú que foram atingidas pela enchente, ocorrida há uma semana, os moradores da cidade de Murici, na tarde de ontem, dia 25, tentavam se recuperar da tragédia limpando os escombros e retirando a lama que cobria cerca de 90% das ruas do Centro. Na casa da família do senador Renan Calheiros, a impressão era de que um furacão teria passado e detonado toda a estrutura da residência. As poucas paredes que sobraram mostravam o nível que o rio atingiu nas casas. Sem parar de limpar a sujeira, o funcionário da casa relatou à Gazeta as cenas que vivenciou durante dez horas. Guilherme da Silva, 23, afirmou que, ao receber a informação de que o rio que banha a cidade iria transbordar, resolveu, com dois funcionários da casa, retirar o máximo de móveis possível, para que a água suja não atingisse os objetos da família. LO 950 pessoas atuam no socorro às vítimas | RENATA BERTOLINO - Repórter Nove dias depois que as fortes chuvas castigaram as cidades das regiões do Vale do Mundaú e Paraíba, a Defesa Civil e as equipes do Corpo dos Bombeiros continuam em operações na busca de corpos e informações que possam amenizar o sofrimento daqueles que buscam por parentes e amigos desaparecidos. São 950 pessoas mobilizadas, entre Bombeiros, militares de Alagoas e dos Estados de São Paulo, Sergipe e Rio Janeiro, além das equipes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), reserva técnica da PM e voluntários. O trabalho circula em torno das buscas por corpos, informações de pessoas desaparecidas e distribuição de donativos. As chuvas diminuíram, facilitando um pouco mais o trabalho das equipes que estão concentradas, principalmente, no apoio às famílias afetadas. Foram instalados Coordenadorias locais da Defesa Civil nas cidades de Rio Largo, Santana do Mundaú, São José da Laje, União dos Palmares, Murici e Branquinha. Três oficiais trabalham em turnos de 24 horas na coordenação, controle, distribuição de donativos e fazendo levantamentos dos principais problemas. Defesa Civil terá ajuda de outros Estados | MARCOS RODRIGUES - Repórter O trabalho integrado da Defesa Civil (DC) com os municípios parece ter encontrado um ponto de equilíbrio. No que se refere ao socorro e às doações, as ações têm avançado. Desde a última quinta-feira, o número de mortos subiu de 15 para 35, enquanto o de desaparecidos caiu para 76. Depois de priorizar o resgate e o alojamento para os desabrigados, os técnicos puderam analisar com mais cuidado as informações fornecidas. Mesmo assim, ainda podem ocorrer alterações, já que as unidades de salvamento estão conseguindo dar andamento a varredura à procura de corpos, bem como localizando desaparecidos. A novidade é que a DC alagoana vai contar com o apoio de engenheiros vindos de outros Estados. Auxiliados por equipamentos de GPS, eles farão novos mapeamentos de áreas de busca. O grupo também vai iniciar os primeiros levantamentos para ajudar no trabalho de reconstrução das cidades. Conselho critica decisão do governo Em meio à grave catástrofe das enchentes, que afetou 28 cidades, danificou 22 e deixou 15 em estado de calamidade pública, médicos se desentendem quanto à estratégia de atendimento. A falta de uma relação saudável entre Estado e Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal) contaminou o espírito de solidariedade dos médicos alagoanos. Para o vice-presidente do Conselho, Fernando Pedrosa, há 500 profissionais atuando no Programa Saúde da Família (PSF), o que tornaria desnecessário a convocação de especialistas de outros estados.?Eles (do Estado) ficam falando das equipes de fora como se não pudéssemos atender. A secretaria deveria ter montado uma estrutura para o atendimento?, criticou Pedrosa, que diz não ser contra os profissionais que já estão nas áreas atingidas. MR Energia volta aos poucos às cidades | BLEINE OLIVEIRA - Repórter A Eletrobras Distribuição Alagoas, antiga Ceal, já conseguiu reativar, embora parcialmente, o suprimento de energia elétrica em seis das nove cidades atingidas pela enchente do último dia 18. O problema é que, nas áreas afetadas, não há imóveis para fazer a ligação, já que cerca de 4 mil casas foram destruídas nos municípios localizados na região do Rio Mundaú. Em entrevista coletiva, ontem à tarde, o diretor-presidente das empresas distribuidoras da Eletrobras, Pedro Kosken, disse que já estão disponíveis R$ 60 milhões para recuperação do sistema de transmissão na região afetada pela enchente.

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