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Lagoa Munda� transborda e faz estrago

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A água que desceu pelo Rio Mundaú, nos últimos dias, deixando dezenas de municípios do interior alagoano em estado de calamidade, tem provocado estragos e deixado pessoas desabrigadas também na beira da Lagoa Mundaú, em Maceió. Em Fernão Velho e Rio Novo, muitas famílias tiveram que deixar suas casas e muitos perderam móveis, eletrodomésticos e outros bens, por causa da invasão da água, que em alguns lugares chegou a mais de um metro, na semana passada. Os moradores já estavam voltando para casa e tentando reorganizar a vida, mas as chuvas que caíram novamente, nesse fim de semana, fizeram o nível da lagoa voltar a subir, assustando os moradores das comunidades ribeirinhas. Número de mortos sobe para 37 | LARYSSA OLIVEIRA * - Estagiária Boletim divulgado na tarde de ontem, pela assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros de Alagoas, juntamente com a Defesa Civil do Estado, informa que o número de mortes causadas pelas enchentes que atingiram 28 municípios alagoanos, há mais de uma semana, subiu de 34 para 37, segundo informações da Notificação Preliminar de Desastre (Nopred). Entre os corpos não identificados encontrados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL), um teria sido encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Maceió. A vítima, segundo informações preliminares, seria morador de Santa Luzia do Norte, mas não teria sido reconhecido pela família. Os outros dois corpos permanecem sem identificação no IML. * Sob supervisão da editoria de Cidades. Exército reforça auxílio aos municípios | GILVAN FERREIRA - Repórter Envolvido nas ações de socorro às vítimas das chuvas desde os primeiros momentos da tragédia, que atingiu 28 municípios alagoanos, o comando do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado reforçou as ações de atendimento à população dos municípios mais atingidos, a recuperação dos serviços básicos e o atendimento médico às pessoas afetadas pelas chuvas. De acordo com o comandante do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, tenente-coronel Cristiano Pinto Sampaio, o Exército montou uma operação de guerra e recebeu reforço militar dos batalhões de Pernambuco; do Comando Aéreo do Exército de Taubaté, São Paulo; do Corpo Médico do Exército do Rio de Janeiro; e de fuzileiros navais. São cerca de 600 militares do Exército, que devem permanecer em Alagoas por 45 dias. Sem-terra comem barro para sobreviver | FELIPE FARIAS - Chefe de reportagem Militares do Corpo de Bombeiros de São Paulo que realizam buscas ao longo do Rio Mundaú localizaram um grupo de cerca de 150 sem-terra em duas propriedades da zona rural de Branquinha que estariam isolados desde o fim de semana retrasado. Uma parte é de assentados da localidade Jundiaí; a outra, de moradores da fazenda Paraíso. Segundo o tenente Daniel Lima Gonçalves, os trabalhadores rurais não chegaram a ter as casas afetadas pela enchente. ?O que houve é que eles ficaram impedidos de sair e, principalmente, de se dirigir a Branquinha, para comprar comida?, explicou. Ele disse que as equipes que efetuaram as buscas foram informadas pelos próprios moradores que durante o tempo em que permaneceram isolados se alimentaram das culturas que plantam, como mandioca, e de um preparado rudimentar feito à base de barro diluído em água. Cólera e leptospirose atingem população | MARCOS RODRIGUES - Repórter Quinze dias após as águas invadirem 28 cidades alagoanas, agora são as doenças que atingem os desabrigados. O rompimento das tubulações de esgoto, povoadas por ratos, pôs em risco a saúde de milhares de pessoas, que começam a manifestar os sintomas de leptospirose e cólera. Na manhã de ontem, Alagoas recebeu um lote com 200 mil vacinas, repassado pelo Ministério da Saúde. A expectativa é que, até sexta-feira, todas as vacinas sejam enviadas para as áreas com maior risco e comecem a ser aplicadas. Além dos casos mais graves, um grande número de pessoas tem apresentado escamações e manchas na pele. O quadro ainda inclui o risco iminente de hepatite A e B. Também há risco de tétano, já que os desabrigados sofreram pequenos cortes enquanto transitavam sobre os escombros. Prefeito decreta situação de emergência | SEVERINO CARVALHO - Repórter Maragogi ? O prefeito de Maragogi, Marcos Madeira (PTB), decretou ontem situação de emergência em decorrência dos estragos provocados pelas chuvas no município litorâneo. Mais de cento e cinquenta casas estão ameaçadas por encostas prestes a deslizar sobre as moradias. Vinte e uma residências já foram atingidas e oito desabaram. De acordo com a coordenadora municipal de Defesa Civil, Aliete Stanislau, situação mais complicada vive a comunidade da favela do ?Risca Faca?, futuro Conjunto Residencial Deda Paes. Lá, 90% das moradias, construídas de pau a pique, foram afetadas pelas fortes chuvas. As paredes de barro se desmancham por causa do contato com a água. O prefeito de Maragogi revelou que possui uma emenda parlamentar destinada à construção de casas de alvenaria, entretanto o recurso é insuficiente para atender todos os moradores do Risca Faca.

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