Cidades
N�mero de mortos ainda pode aumentar
O mais recente relatório da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDC), divulgado ontem, revela que 37 pessoas morreram em consequência da enchente que destruiu parte considerável dos municípios alagoanos. Esse número pode aumentar para 39 mortos, se o Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió, confirmar que os dois corpos encontrados na quarta-feira, 30, também foram vitimados pela enxurrada que afetou 28 cidades, deixando 15 delas em estado de calamidade pública e quatro em situação de emergência. Os corpos foram encontrados num trecho do Rio Mundaú, no município de Rio Largo, e podem ter sido arrastados pelas águas de algumas das cidades afetadas localizadas na região dos rios Mundaú e Paraíba. O secretário-executivo da CEDC, coronel Denildson Cruz de Queiróz, disse que somente com laudo do IML, descartando outras causas para aquelas mortes, será possível determinar que são de fato mais duas vítimas da tragédia provocada pela enchente. Desabrigados terão ajuda psicológica | NATÁLIA SOUZA * - Estagiária Na tentativa de amenizar o sentimento de perda e ajudar as milhares de famílias vítimas das enchentes no processo de reconstrução de suas vidas, agentes da organização não-governamental (ONG) internacional, Médicos sem Fronteiras, solidarizaram-se e uniram forças ao Centro de Psicologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), profissionais do Hospital Portugal Ramalho, entre outras entidades, no suporte a atendimentos psicológicos às pessoas atingidas pelas enchentes em Alagoas. O grupo de agentes está em Maceió desde sábado (26) e realizou missões exploratórias nos municípios de Murici, União dos Palmares, Branquinha e Santana do Mundaú, onde foi feito levantamento sobre a saúde mental das vítimas da cheia. O grupo planeja trabalhar com quatro clínicas de atendimento psicológico, conectadas com as próprias unidades de saúde, além de uma clínica móvel nas regiões próximas, em uma segunda ação. * Sob supervisão da editoria de Cidades. Caixa abre amanhã em 5 municípios As agências da Caixa Econômica Federal em cinco cidades alagoanas estarão abertas amanhã, das 7h às 16h, para atender beneficiários do programa Bolsa Família que, em função das enchentes, estão com problemas que inviabilizam o acesso ao benefício. Vão funcionar as agências da Caixa em Porto Calvo, Palmeira dos Índios, Capela, Viçosa e União dos Palmares. Essa mesma decisão beneficia famílias de municípios pernambucanos também atingidos pela tragédia. Ontem, o superintendente regional da Caixa em Alagoas, Gilberto Occhi, disse que o atendimento é preferencialmente para quem perdeu documentos ou que, por alguma razão, não está podendo sacar os recursos do Bolsa Família. Em Porto Calvo serão atendidos os beneficiários de Jacuípe, Jundiá, São Luiz do Quitunde, Matriz de Camaragibe e Maragogi. Em União dos Palmares famílias de Murici, Branquinha, São José da Laje, Santana do Mundaú e União dos Palmares. Em Capela o atendimento inclui beneficiários de Cajueiro, enquanto em Viçosa serão atendidas famílias de Paulo Jacinto. Já a agência de Palmeira dos Índios atenderá famílias de Quebrangulo. BO Agricultores doam produção às vítimas | PATRÍCIA BASTOS - Repórter Arapiraca ? A tragédia que se abateu sobre as milhares de famílias vítimas das enchentes sensibilizou até mesmo quem tem pouco a doar. Agricultores familiares de Arapiraca entregaram, ontem, parte de sua produção, para a campanha promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Entre os produtos arrecadados estão macaxeira, inhame, feijão, milho, leguminosas e várias frutas. O agricultor Gilberto Vital da Silva colheu laranjas do seu pomar e entregou diretamente à doação. ?Quando vi a reportagem falando das pessoas que comeram barro para sobreviver, fiquei pensando em todo sacrifício que elas estão passando e ainda vão passar daqui para a frente?, declarou. Chuvas devem atrasar obra de gasoduto | SEVERINO CARVALHO - Repórter Porto Calvo ? Inicialmente previsto para ser concluído no dia 26 de agosto, o cronograma de obras para instalação do gasoduto Pilar/Ipojuca vai atrasar. A tubulação passa bem no meio da área mais afetada pelas enchentes e também sofreu com os estragos provocados pela catástrofe. Técnicos da empreiteira OAS, contratada pela Petrobras, ainda avaliam a dimensão dos danos, mas já se sabe que a perda de material, máquinas e também de veículos atingidos foi considerável. ?Ainda não podemos precisar quais os danos causados ao gasoduto em si, porque existem áreas as quais ainda não tivemos acesso. Vamos fazer um levantamento dos impactos provocados e corrigi-los?, informou a Coordenadoria de Comunicação Social da OAS.