Cidades
Comerciantes querem renegociar d�vidas
Quase 20 dias após o ?tsunami? que devastou cidades de Alagoas e Pernambuco, comerciantes de Rio Largo ainda trabalham duro para reconstruir os negócios destruídos pela cheia do Rio Mundaú. Ontem, eles receberam a visita de técnicos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Alagoas. Numa tenda montada na Avenida Presidente Getúlio Vargas, a poucos metros do Centro da cidade, uma das áreas mais atingidas, os técnicos fizeram o cadastro de cerca de 150 comerciantes que tiveram lojas, bancas e empresas arruinadas pela fúria das águas. O objetivo é oferecer apoio e orientação para que os comerciantes possam recuperar seus negócios e renegociar as dívidas com fornecedores. Também existe a possibilidade de abertura de uma linha de crédito especial para eles. ?Nós iremos às 17 cidades que estão em estado de calaminade, para levar essas ações de reestruturação. Nesse primeiro momento vamos fazer um cadastro de todos e saber quais as necessidades de cada um?, disse a gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Izabel Vasconcelos. Nova estrutura vai substituir hospital de campanha O superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Vanilo Soares, disse que a Sesau já providenciou a nova estrutura que vai substituir o hospital de campanha montado em Santana do Mundaú, a 106 quilômetros da Maceió, desde o último dia 22, para atender as vítimas da enchente do último dia 18 de junho. A estrutura do Exército do Rio de Janeiro enviada ao Estado pelo governo carioca deve ser desmontada nos próximos dias. Desde ontem, os profissionais que vieram trabalhar no atendimento às vítimas já se preparam para deixar Alagoas. Em quase 20 dias de trabalho em Santana do Mundaú foram feitos mais de mil atendimentos. ?Já fizemos contato com a empresa responsável por nos fornecer a estrutura que montaremos em Santana do Mundaú para substituir o hospital de campanha do Exército do Rio de Janeiro?, disse Vanilo Soares. | LM MPE determina toque de recolher | DA REDAÇÃO O Ministério Público Estadual (MPE)publicou portaria, no Diário Oficial de ontem, com recomendações aos prefeitos e coordenadores das defesas civis do Estado de Alagoas e dos municípios atingidos pelas enchentes do último dia 18. Além de recomendar que seja impedida qualquer recuperação ou reconstrução de imóveis em áreas atingidas pela cheia, o MPE também determinou, em caráter excepcional, o recolhimento da população as suas residências ou abrigos, a partir das 22 horas até o amanhecer. Também fica proibida a venda de bebidas alcoólicas durante o período noturno. Aumento do tráfego prejudica rodovias | FÁTIMA ALMEIDA - Repórter A sobrecarga das rodovias federais e estaduais, que vêm recebendo uma grande quantidade de veículos, em função dos desvios de tráfego em trechos danificados pelas chuvas, está preocupando os órgãos responsáveis pela manutenção das estradas em Alagoas. Ontem pela manhã, uma reunião na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com o superintendente do órgão, Fernando Fontes Melro, o diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Marcos Vital, o superintendente estadual da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Gibson Magalhães, entre outros, discutiu a situação e as saídas que podem ser adotadas conjuntamente, para evitar o estrangulamento de algumas vias. Setor hoteleiro passa por retração | SEVERINO CARVALHO - Repórter Maragogi ? As imagens das enchentes que atingiram Alagoas correram o mundo e trouxeram prejuízos ao setor turístico do Estado. Empresas hoteleiras registraram cancelamentos de reservas e, principalmente, retração nas vendas justamente no período de maior faturamento nesta época: as férias de julho. Para evitar maiores perdas, o trade e a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) promovem uma campanha de divulgação do destino, voltada a esclarecer que as cidades turísticas não foram atingidas pela tragédia.