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Reconstru��o j� mobiliza profissionais

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A maior tragédia da história de Alagoas causou prejuízo de quase R$ 1 bilhão em danos materiais e ambientais, além de prejuízos econômicos e sociais. As enchentes do último mês de junho, que destruíram cidades dos vales do Paraíba e do Mundaú, mataram 26 pessoas, de acordo com os números oficiais da Defesa Civil, e deixaram quase 70 mil desabrigados. 266 mil pessoas foram afetadas e 29 ainda continuam desaparecidas. Quase 20 mil casas foram transformadas em ruínas. Dezenas de prédios públicos também ficaram destruídos. Somente na cidade de Branquinha, às margens do Rio Mundaú, uma das mais devastadas pela catástrofe, 40 prédios públicos e 800 residências foram varridos pela força do ?tsunami? que desceu o rio no último dia 18. Nos 28 municípios afetados, dos quais 15 estão em estado de calamidade e quatro decretaram estado de emergência, 45 postos de saúde e 122 escolas, entre unidades estaduais e municipais, foram arrastados pela correnteza. Preocupação agora é com locais seguros Dois dias após as enxurradas que varreram as margens dos rios Mundaú e Paraíba, uma equipe da superintendência de Habitação da Secretaria Estadual da Infraestrutura (Seinfra), formada por arquitetos, engenheiros e topógrafos caiu em campo para fazer um mapeamento das cidades destruídas. O objetivo é localizar em cada município áreas específicas para a construção de novas unidades habitacionais. O trabalho também tem a finalidade de encontrar locais adequados à instalação dos abrigos provisórios para os desabrigados. O número de unidades habitacionais a serem construídas ainda não está fechado, mas a Seinfra acredita que será preciso erguer algo em torno de 18 mil casas. De acordo com a superintendente de Habitação da Seinfra, Mariza Perez, o órgão dividiu os municípios por níveis de devastação, para definir as formas de atuação em cada cidade. Barracas serão moradias temporárias Enquanto as unidades habitacionais para os desabrigados estiverem em processo de construção, as famílias atingidas pelas chuvas serão levadas para abrigos temporários. O governo alagoano já adquiriu 10 mil barracas individuais para cada família. A unidade tem 25 metros quadrados. Trezentas delas já estão sendo montadas nos municípios de União dos Palmares e Branquinha. Até o final do mês, segundo a assessoria de comunicação do grupo do Programa de Reconstrução, todas elas devem estar construídas. A cidade de Murici, onde 15 mil pessoas ? o equivalente a metade da população ? estão desabrigadas, e Rio Largo, onde seis mil pessoas perderam as casas, também terão os acampamentos temporários. Cidades afetadas recebem mais recursos | DA REDAÇÃO - Com Agência Alagoas Alagoas vai receber esta semana, do Ministério da Saúde, R$ 21 milhões que serão investidos na assistência e recomposição dos equipamentos danificados ou destruídos dos municípios afetados pela enchente e no reforço das 115 equipes do Programa Saúde da Família (PSF). O anúncio foi feito pelo secretário estadual de Saúde, Herbert Motta, em reunião com os prefeitos dos municípios atingidos pela enchente, no Palácio República dos Palmares. Herbert Motta explicou que recursos serão transferidos do Fundo Estadual de Saúde para os Fundos Municipais de Saúde e para solicitação será preciso que os municípios apresentem um plano operativo identificando as ações que serão desenvolvidas. Também será preciso o preenchimento de um ofício padrão no site da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

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