Cláudio Humberto
Confira os destaques da política nacional #CH18042020
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PODER SEM PUDOR: Hora de bajular
Nunes Freire era deputado estadual no Maranhão, no dia 1º de abril de 1964, quando apresentou uma moção de apoio às Forças Armadas. As notícias sobre o êxito do golpe ainda eram confusas, e os deputados engavetaram a moção. Dez dias depois, consolidado o golpe militar, retiraram-na da gaveta. Foi a vez de Nunes Freire se manifestar: “No dia 1º, essa moção era uma tomada de posição. Hoje, com a vitória do movimento militar, é uma ridícula bajulação. Sou o autor, retiro-a.” Os outros deputados ficaram com a cara no chão.
Ibaneis acha que Mandetta pegou ‘vírus da mídia’
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), admirava o trabalho desenvolvido pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta “na fase pré-coronavírus”, quando reestruturava o atendimento básico de saúde, “mas com a chegada da crise, ele acabou pegando um vírus, talvez o vírus da mídia ou o vírus da política e aí poluiu um pouco o seu trabalho”, lamentou. Para Ibaneis, Mandetta demorou demais a sair.
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Ex-ministro se perdeu
Crítico de Mandetta na gestão da pandemia, o governador acha que o ex-ministro se perdeu, apesar do bom trabalho que vinha fazendo.
Todos saem perdendo
Em sua opinião, Mandetta sai perdendo nessa crise, “mas perde também o presidente Jair Bolsonaro, pela demora na definição do problema.”
Primeira impressão
O governador do DF teve uma primeira impressão positiva de Nelson Teich, novo ministro. “Ele tem tudo para nos ajudar a sair dessa crise”.
Diálogo necessário
Ibaneis pediu ao presidente Bolsonaro que recomende ao novo ministro que converse com os governadores. “Precisamos sair juntos dessa crise”
Vídeo mostra que ex-ministro era um marqueteiro
Para quem divergia publicamente de Jair Bolsonaro, com malcriações que faziam a alegria dos opositores do presidente, Luiz Henrique Mandetta mostrou na saída do cargo que, como ministro da Saúde, foi apenas um marqueteiro: na quinta (16) à noite, um pouco antes de deixar o ministério, ele confraternizou com assessores, com distanciamento zero e abraços apertados, exatamente como criticava em Bolsonaro. No escondidinho do ministério, onde reinou por 15 meses, a máscara caiu.
Proteção inexistente
Não há cuidados contra o Covid19, no vídeo da festinha de Mandetta, cuja gestão “comeu mosca” na compra de máscaras, por exemplo.
Só faça o que digo
O esperto ex-deputado do DEM-MS deixou o ministério da Saúde fazendo lembrar o velho adágio: “faça o que digo, não o que eu faço”.
Tudo mudou
Agora, “escanteado” da cena política, Luiz Mandetta ficará longe dos holofotes. A eleição de 2022 está muito distante.
Engajamento
As cenas de Mandetta confraternizando em sala apertada do Ministério da Saúde, abraçando assessores, todos sem máscaras, e até cantando, foram vistas por vários repórteres. Mas ninguém divulgou a presepada.
Acertou na veia
Em artigo recente, o agora ministro Nelson Teich disse que o problema da polarização entre saúde e economia “é desastroso porque trata estratégias complementares e sinérgicas como se fossem antagônicas”.
Falta informações
Nelson Teich afirmou antes de virar ministro que distanciamento social “é a melhor estratégia no momento”. Para ele, faltam informações completas do comportamento, morbidade e letalidade da Covid-19.
Na Bahia, seria preso
Na Bahia, o governo do petista Rui Costa determinou que pessoas que estiverem na rua sem equipamentos de proteção individual (EPI), como máscara e luvas, sejam presas. Luiz Mandetta, na Bahia, seria preso.
Vírus e petróleo
No início do impacto do coronavírus na economia, umas das principais preocupações era o petróleo. De lá para cá, o tema foi esquecido por quase todos, mas não pela Petrobras, que realizou “coletiva-live” para tratar de ações contra o vírus e o “choque de preços do petróleo”.
Atenção aos caminhoneiros
Segundo o ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura), com a ajuda do Sest/Senat foram realizados mais de 220 mil atendimentos, a maioria de caminhoneiros, desde o início da pandemia do novo coronavírus.
Dinheiro não falta
Esta segunda marca o Dia do Holocausto, para lembrar vítimas dos nazistas e mártires da II Guerra. A homenagem do Congresso vai se limitar a projeção luminosa. Parece feita apenas “por obrigação”.
Combate
O Comando Conjunto Sul, por intermédio do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda do Exército desinfetou as ruas perto da Policlínica Militar de Porto Alegre para combater a proliferação do coronavírus.
Pensando bem...
...se somar Bolsonaro a Mandetta e dividir por dois der Nelson Teich, terá sido uma boa troca.