Cláudio Humberto
Confira os destaques da política nacional #CH02032024
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Virgílio Távora era o governador do Ceará, em 1953, e viajava com o “coronel” Mário Leal em avião tão pequeno quanto precário. O motor parou. “Coronelzinho, são quatro horas da tarde e, pelo visto, nós ainda vamos ter tempo de jantar com os cão dos inferno!” desabafou Mário Leal. Távora não gostou, mas não disse nada, preocupado. Até que o piloto fez o motor funcionar de novo e o avião pousou em paz. Távora cobrou do amigo: “Por que você disse que nós íamos jantar com os cão dos inferno?!” Mário Leal olhou para o céu, coçou o cangote e disse, com todo respeito: “Excelência, senhor governador, eu sei com quem eu ando...”
‘CONTRIBUIÇÃO’ RETOMA FINANCIAMENTO ELEITORAL ILEGAL
Há resistência no Congresso à volta da “contribuição” obrigatória, usada para bancar sindicalistas que ficam ricos com o dinheiro, porque políticos sabem o que está por trás do desespero das centrais sindicais e do ministro Luiz Marinho (Trabalho): restaurar a fonte de dinheiro que secou com a reforma trabalhista de 2017. Eles querem retomar também formas de financiar candidaturas ligadas à esquerda, sobretudo ao PT. Não por acaso, o tema ressurgiu com força em pleno ano de eleições municipais.
‘MORTADELAS’, A ORIGEM
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca
Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos
Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta
Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos
Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento
A pelegada usou esse dinheiro para criar os “mortadelas”, gente pobre recrutada na periferia para fazer número em atos pró-governos petistas.
FARRA COM O ALHEIO
Carros de som, palanques, churrascadas, trios elétrico e panfletagens de campanhas “de esquerda” eram pagos com dinheiro da “contribuição”.
SEM VOTOS GRATUITOS
Com o fim da “contribuição”, o PT perdeu apoio no interior e nas grandes cidades. Não por acaso, foi goleado pela centro-direita, em 2022.
O CRIME PERFEITO
Sindicalistas também usaram os recursos em campanhas para difamar adversários, certos de que nunca serão fiscalizados por órgãos tipo TCU.
CLÁUSULA DE BARREIRA PROVOCA PÂNICO NOS PARTIDOS
Confrontos recentes, como no União Brasil, PDT e PSDB, têm um fio condutor, que provoca guerras e rupturas irreparáveis nos partidos: a cláusula de barreira. Sem contar a disputa pelo controle dos bilionários fundões partidário e eleitoral, a exigência de desempenho a partir de 2026 ficará ainda mais rigorosa: partido sobreviverá se conseguir eleger ao menos 13 deputados federais ou somar 2,5% dos votos válidos, segundo a emenda nº 97, de 2017. Diversos partidos correm risco de extinção se não passarem por fusões ou coligações permanentes.
CONTORNO À LEI
Para driblar a extinção de partidinhos como o PCdoB, o Congresso criou em 2021 a federação partidária, coligação de 4 anos de duração.
CADA VEZ MENOS
Em 2022, só 12 grupos (três federações e nove partidos) atingiram a exigência. Outros 16 não tiveram requisitos mínimos de votos e de eleitos.
BARATA VOA DA DÉCADA
A partir de 2030, federações ou partidos terão que eleger 15 deputados no mínimo ou obter 3% dos votos válidos em nove estados brasileiros.
RUMO À IRRELEVÂNCIA
Em vez de procurar no mundo democrático e próspero, Lula foi procurar sua turma em convescotes para disputar holofotes com ditadores tipo Nicolás Maduro, em busca de aplausos contra seus insultos aos judeus.
PRA BOI DORMIR
O deputado Evair de Melo (PP-ES) desconfia da generosidade de Lula, o “filantropo do Caribe”, ao prometer investimentos internacionais, “como se no Brasil não estivéssemos com deficit primário de R$ 249,1 bilhões”.
FUI ALI
Eleito presidente do União Brasil, Antônio de Rueda decidiu dar um tempo, viajando com a família ao exterior. Afasta-se, assim, do ambiente que rendeu ameaças de morte contra ele e até sua filha de 12 anos.
TRABALHO DOBRADO
A segurança do aeroporto de Viracopos (SP) teve um trabalhão nesta sexta (1). Bolsonaro desembarcou por lá para cumprir agenda em São Paulo. O “ex-presidente desgastado” foi recebido por uma multidão.
DÍZIMO DO GOVERNO
O governo não desistiu de tentar garfar um pedaço do salário de líderes religiosos. A previsão é de que ainda em março a equipe de Fernando Haddad (Fazenda) mande uma proposta de tributação.
VALE UM CHICLETE
Só piora a vida do pequeno investidor que apostou em papéis das Americanas. Depois de muito tempo na casa de R$ 1, a ação que já valeu R$ 121 fechou a sexta (1) valendo pouco mais de R$ 0,50.
PENSANDO BEM...
...agora será a vez do ato “democrático” antimanifestação.