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A Nicarágua não tem nenhuma inveja do Brasil”
"A Nicarágua não tem nenhuma inveja do Brasil”
PODER SEM PUDOR: Surrando o vernáculo
No Ceará, contam que o prefeito de Crateús, Raimundo Rezende, discursava em um comício quando denunciou o comportamento violento de um adversário:
— E o Raimundo Bezerra, então, deu um tapa neu!
Um assessor corrigiu baixinho:
Jovem de 20 anos é preso com réplica de fuzil e drogas em Alagoas
Interdição na Ladeira da Moenda em Maceió
Corpo é encontrado na Mata do Rolo após denúncia anônima
Polícia prende suspeitos de assaltos no bairro Gruta de Lourdes em Maceió
Feminicídio em Igreja Nova: vítima é morta a facadas pelo ex-companheiro
— Em mim, prefeito.
Rezende apontou para o assessor e disparou:
— Bateu nesse também!
Garantista, Gilmar ligou delação de preso a tortura
O ministro Gilmar Mendes, do STF, sempre se declarou contrário à delação premiada de presos, chegando a classificá-la como tortura. Em palestra no Senado, em outubro de 2019, defendeu essa tese e, em maio de 2023, reforçou sua crítica ao método da Lava Jato. A expectativa agora é saber se ele manterá essa concepção diante da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
‘Coisa de pervertidos’
Ao criticar as delações da Lava Jato, Gilmar chamou de “coisa de pervertidos” soltar presos apenas após confessarem e firmarem acordos.
Origem da tese
O ministro do STJ Nefi Cordeiro foi citado por Gilmar como o primeiro a comparar delação premiada de presos a tortura.
Coação para delatar
Gilmar mencionou a Vaza Jato, que revelou mensagens sugerindo coagir um preso a delatar sob ameaça de prender sua filha para “ficar mais sensível”.
Família na cadeia
A visão de Gilmar é semelhante à da oposição sobre Mauro Cid, advertido por Alexandre de Moraes de que pai, mãe e filha poderiam ser processados.
Governo teme “rasteira” na PEC da Segurança
O governo Lula enfrenta dificuldades com a PEC da Segurança, vendida pelo Planalto como um “SUS da Segurança” e desenhada por Ricardo Lewandowski. A situação piorou com a definição das comissões do Senado. A Comissão de Segurança Pública, onde a proposta será analisada, ficou com a oposição. Para piorar para o governo, o PL indicou Flávio Bolsonaro (RJ) para a presidência.
Línguas diferentes
Enquanto Lewandowski fala em “integração das forças de segurança”, a oposição e governadores enxergam intromissão na autonomia das polícias estaduais.
Puxada de tapete
Enquanto a proposta do governo mofa na gaveta de Rui Costa (Casa Civil), a oposição já protocolou um texto alternativo, com maiores chances de aprovação.
Bem aceito
O projeto do senador Mecias de Jesus (Rep-RR) vai na contramão do governo: aumenta a autonomia dos Estados e do Congresso na segurança pública.
Juiz negociador?
O ex-procurador Deltan Dallagnol desafiou: “Procurem um vídeo de delação na Lava Jato colhido por Moro ou outro juiz. Não vão achar, porque todos os depoimentos foram feitos por procuradores e policiais, a quem a lei autoriza firmar o acordo”.
Janja inspiradora
O deputado Daniel Freitas (PL-SC) propôs um projeto para regulamentar o ofício de primeira-dama no Brasil. O objetivo é garantir transparência nos gastos e evitar o uso indevido de dinheiro público.
Impostos ao vento
O show de Lady Gaga no Rio de Janeiro custará R$ 10 milhões aos cofres públicos. A prefeitura promete um “retorno de R$ 300 milhões”, mas, se fosse assim, haveria fila de patrocinadores privados.
Chega de lacração
O empresário Luciano Hang criticou a agenda woke, adotada por empresas e governos mundo afora. O dono da Havan declarou que, em suas empresas, o que vale é a meritocracia: “Se for bom, é promovido”.
Saída à brasileira
A saída do ministro Alexandre de Moraes do X (ex-Twitter), poucos dias após ser acionado na Justiça dos EUA pelo Truth Social e pelo Rumble, virou “assunto do momento” na rede.
Carnaval no Nordeste
Uma pesquisa da Nexus apontou que Salvador (BA) é o destino preferido dos nordestinos para curtir o Carnaval, com 35% da preferência. Logo atrás vêm Recife e Olinda (PE), com 24%, e Fortaleza (CE), com 13%.
Pensando bem…
…não é um bom sinal quando um ministro do STF abandona uma rede social por se sentir ameaçado pela liberdade de expressão.