Política
Defesa de Bolsonaro questiona ministros, mas pedido tem pouca chance
Eleições em 2026 sem meu nome é negação da democracia
PODER SEM PUDOR: Modelito coronel
João Ribeiro pediu ao então governador ACM para ser nomeado prefeito de Pilão Arcado (BA), município de “segurança nacional”. Sabia que era preciso o apoio dos vereadores da Arena, mas dois deles se recusaram. Nem adiantou contar que era íntimo do homem. Desolado, Ribeiro contou sua dificuldade a ACM, que mandou chamar os dois.
“Os vereadores de Pilão Arcado estão aí”, avisou um assessor. Ao entrar, a dupla encontrou ACM e Ribeiro esparramados nos sofás, papeando e rindo muito. Um dos vereadores foi logo dizendo:
— Governador, estamos aqui para declarar apoio ao João Ribeiro.
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Sabiam com quem estavam lidando.
Suspeição de ministros deve ser negada no STF
A iniciativa da defesa de Jair Bolsonaro (PL) de pedir a suspeição de ministros da “bancada lulista” no Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento das acusações de suposto “golpe”, tem chance próxima de zero. A defesa considera que os ministros Flávio Dino, ex-ministro da Justiça do governo petista e ex-filiado ao PCdoB e PSB, e Cristiano Zanin, ex-advogado pessoal de Lula, não atuarão com a imparcialidade devida. Pedido semelhante contra Alexandre de Moraes já foi negado.
Precisa nem ter
Nos meios políticos e jurídicos, a condenação dos acusados é dada como certa, independentemente da apresentação de provas irrefutáveis.
Voto antecipado
Os advogados também avaliam pedir a suspeição do decano Gilmar Mendes, que teria antecipado sua posição pela condenação em entrevistas.
Barbas de molho
Acusados alegam que Gilmar, em entrevista ao Estadão, concedida antes da denúncia da PGR, teria demonstrado conhecer o teor do documento.
Já está definido
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que se jactou em comício de haver derrotado Bolsonaro, também pode ter sua imparcialidade questionada.
Anistia ganha força nos partidos do ‘centrão’
O projeto que concede anistia aos presos do 8 de janeiro tem sido a principal discussão política desde o início do ano na Câmara dos Deputados. A oposição já abraçou a causa, mas a proposta agora ganhou força entre parlamentares do centro, que formam a maioria. Deputados já aceitam a ideia de aprovar “alguma forma de anistia”, segundo revelou um parlamentar à coluna. Indecisos discutem “distinções”, deixando de fora “líderes” como Bolsonaro.
Falta pouco
Boa parte das bancadas de partidos de centro como Progressistas (PP), União Brasil, PSD, PSDB e Republicanos já vota com a oposição.
Até no governo
A anistia tem adesão até mesmo no governo do PT: José Múcio (Defesa) já apoiou publicamente a proposta, como forma de “pacificar o país”.
O ex acredita
Bolsonaro acha que há votos para aprovar o projeto. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), já deu sinais de que não criará obstáculos.
Reação americana
O jornalista Paulo Figueiredo, um dos acusados de “golpe”, informou no X que será votada amanhã (26) na Câmara dos EUA uma proposta tornando inadmissíveis, sujeitas à deportação, autoridades estrangeiras que violem a liberdade de expressão de cidadãos ou empresas americanas.
São uns folgados
A Presidência do Senado, comandada por Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que não realizará sessões plenárias nesta semana. Como ninguém é de ferro e semana que vem é Carnaval, o trabalho só volta dia 11.