Economia
Plano de Transformação Ecológica de Haddad Gera Críticas e Polêmica
José Américo de Almeida governava a Paraíba em 1951, quando o Estado enfrentou uma seca dramática. Certo dia, no palácio, recebeu o prefeito de uma das cidades mais castigadas. Tudo o que o homem queria era um caminhão para transportar alimentos aos moradores mais carentes.
José Américo respondeu que seria difícil atender ao pedido, pois a cidade era muito distante da capital e a operação sairia cara demais. O prefeito perdeu a paciência e deu uma lição que o “Velho”, como era conhecido, afirmaria mais tarde que jamais esqueceu:
— É longe, não, governador. Fica no mesmo local onde o senhor foi pedir votos para se eleger.
‘Plano ecológico’ de Haddad cria impostos e gastos
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O tal “Plano de Transformação Ecológica” anunciado por Fernando Haddad (Fazenda) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28) nada mais é do que mais uma ideia do ministro “Malddad” para criar impostos e aumentar os gastos públicos. Quase todo o financiamento depende da emissão de títulos públicos (dívida a ser paga no futuro pelo Tesouro), de fundos públicos e da criação do chamado “imposto do pecado” na reforma tributária.
Dívida contraída
A única parte do plano cumprida desde o anúncio foi a emissão de R$ 20 bilhões em títulos, que, na prática, representam dívida futura.
Ainda sem futuro
A ideia de Haddad é captar investidores internacionais para as iniciativas, mas o Ministério da Fazenda admite que ainda não há interessados.
Depende dos outros
Nada existe de concreto, mas a Fazenda estima o custo anual do plano entre US$ 130 bilhões (R$ 747 bilhões) e US$ 160 bilhões (R$ 920 bilhões).
Interesse claro
A primeira autoridade a apoiar o plano foi Marina Silva (Meio Ambiente), que aproveitou um encontro de prefeitos para fazer lobby.
Câmara aprovará ‘alguma anistia’, diz Arthur Maia
O deputado Arthur Maia (União-BA), ex-presidente da CPMI do 8 de Janeiro, comissão que pediu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo badernaço na Esplanada, revelou que a Câmara dos Deputados deve aprovar “algum formato” do projeto de anistia aos condenados. Em entrevista ao podcast Diário do Poder, o parlamentar disse, entretanto, que considera difícil a aprovação de uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.
Todos são um
Maia não acredita que a anistia a ser aprovada na Câmara “passe uma régua” para que “todo mundo possa participar das eleições”.
Sem o líder
O deputado afirmou no podcast que não tem convicção do papel de liderança de Bolsonaro na organização de um “golpe”.
Narrativa
Para Maia, o que “condena” Bolsonaro são suas acusações contra as urnas eletrônicas e “a lisura do sistema eleitoral” que o elegeu em 2018.
Governo misógino
Como tem sido recorrente, Lula (PT) demitiu mais uma mulher do seu governo. Começou com Ana Moser (Esporte), que saiu sem sequer conseguir despachar com o chefe. Qualquer outro seria acusado de misoginia.
Fritura à Padilha
Fazia tempo que a Esplanada não via uma fritura tão demorada e cruel quanto a de Nísia Trindade. A operação, iniciada há quase um ano, beneficiou aquele que manteve a frigideira em fogo lento: Alexandre Padilha.
Primeira derrota
A juíza federal americana Mary S. Scriven decidiu que as plataformas Rumble e Trump Media não são obrigadas a cumprir decisões do ministro Alexandre de Moraes, acusado de violar leis internacionais.
Holofotes, câmera, ação!
O STF analisará a repercussão geral da Lei da Anistia, de 1979, em ação que apura a morte do ex-deputado Rubens Paiva, cuja história é relatada no filme Ainda Estou Aqui, que concorre ao Oscar no próximo dia 2.
Importação maligna
O senador americano Mike Lee anunciou que uma comissão do Senado dos EUA virá ao Brasil este ano para investigar as acusações contra Alexandre de Moraes, ministro do STF. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou: “Moraes está tentando exportar esse vírus para os EUA”.
Só o segundo mês
O governo Lula nada entrega, mas até esta sexta-feira (28), em apenas dois meses, terá tomado mais de R$ 717,2 bilhões do pagador de impostos, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo.
É consenso
A pesquisa CNT/MDA, que aponta rejeição de 44% a Lula (PT), é a quarta a registrar o derretimento da popularidade do petista, após Gerp (44%), Datafolha (41%) e Paraná Pesquisas (45%).