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Caso Banco Master

Contrato previa Lewandowski no conselho do Master por R$ 250 mil mensais

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Onde há malfeito, seu governo está presente”

Deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre o elo do governo Lula com o Banco Master
Imagem ilustrativa da imagem Contrato previa Lewandowski no conselho do Master por R$ 250 mil mensais
| Foto: Divulgação

PODER SEM PUDOR: Esportes favoritos

Meses após a Copa do Mundo de 1994, vencida pelo Brasil contra a Itália, o então vice-governador paulista Geraldo Alckmin e o secretário de Planejamento André Franco Montoro Filho estavam em Roma com Giorgio Mottura, presidente da federação das indústrias da Itália. Para ser simpático, Mottura brincou:

“Os italianos têm dois esportes favoritos: futebol e sonegação fiscal.”

Montoro Filho respondeu na lata:

“E são vice nos dois!”

Master queria Lewandowski em seu conselho

O contrato do Banco Master com o escritório de Ricardo Lewandowski tinha como objetivo recrutar o ministro aposentado do STF para o seu conselho de administração, mediante R$250 mil mensais, totalizando R$6,5 milhões. O acordo, firmado a pedido do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), resultou na participação de Lewandowski em duas reuniões. No entanto, sua nomeação ao Ministério da Justiça mudou tudo. Durante 21 meses, os pagamentos seguiram até que Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal.

Tô fora

À coluna, a assessoria de Lewandowski garantiu que o convite para integrar o conselho do Master nunca aconteceu e que ele jamais aceitaria.

Sem ligação

Amigos de Lewandowski juram que a demissão foi por “motivo pessoal”, mas ele confidenciou a Lula o receio de que o contrato pudesse constranger o governo.

Peso morto

Lewandowski se queixa do enfraquecimento do cargo e da falta de empenho do governo na aprovação de suas propostas. Daí a saída.

O que sobrou

Ele sustenta que o contrato milionário, feito em sua pessoa física, não seria ilegal. Mas o Master o queria — e não o escritório administrado pelos filhos.

Violência contra mulher: 50% da verba está parada

Números da gestão de Lewandowski ajudam a explicar por que Lula não fez questão de mantê-lo no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2025, a pasta dispunha de pouco mais de R$1,5 milhão para enfrentar a violência contra mulheres. Mesmo com a verba escassa, segundo o Portal da Transparência, apenas R$735.564,17 foram efetivamente pagos — ou 48,35% do total.

4 mortes/dia

O baixo investimento coincide com o recorde de feminicídios no Brasil: 1.470 casos em 2025, conforme dados do próprio MJ.

Caixa reforçado

O sucessor de Lewandowski, ministro Wellington César, contará com orçamento muito mais robusto: R$24 milhões.

Ritmo de tartaruga

Apesar de contar com mais recursos em ano eleitoral, o Ministério da Justiça ainda não executou nada do orçamento. A execução está em 0%.

São Tomé

Acredite quem quiser, mas Ricardo Lewandowski garante que sua saída do Ministério não teve relação com o gordo contrato do Master.

Tô fora

Com planos de disputar a Presidência, Ronaldo Caiado avisou à cúpula do União Brasil que vai sair do partido. O governador de Goiás considera que a federação União-Progressista tem se mostrado pouco empenhada.

Master esquerda

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu a provocações e disparou: “Prefiro ser ultradireita do que master esquerda. Nenhum deputado do PT assinou a CPMI do Banco Master”.

Só boataria

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) desmentiu rumores de que não será candidato ao Senado este ano: “Tenho plena convicção de que o nosso projeto será vitorioso”.

Fazendo-se entender

Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro quer romper a tradição de presidentes monoglotas. Em Israel, fez discurso em inglês criticando o apoio de Lula a terroristas.

No escurinho

A bancada do partido Novo enviou ofício à Casa Civil cobrando explicações sobre a reunião entre Lula e dirigentes do Banco Master. O encontro ocorreu fora da agenda e dentro do Palácio do Planalto.

Por nossa conta

Lula já tem pelo menos cinco destinos internacionais previstos em 2026, sempre com hospedagens de altíssimo padrão. Os destinos: Panamá, Índia, Coreia do Sul, Estados Unidos e Alemanha.

Mudança

Senador por Goiás, Jorge Kajuru (PSB-GO) avalia mudanças na carreira política. Estuda disputar vaga na Câmara como deputado federal por São Paulo.

Pergunta em Brasília

É normal encontro fora da agenda e dentro de resort?

Museóloga e membro da Mesa Administrativa da Santa Casa de Maceió, CÁRMEN LÚCIA DANTAS prestigiou a inauguração da galeria institucional com as fotos de ex-provedores da unidade de saúde que estiveram à frente da entidade ao longo de seus 174 anos de história
Museóloga e membro da Mesa Administrativa da Santa Casa de Maceió, CÁRMEN LÚCIA DANTAS prestigiou a inauguração da galeria institucional com as fotos de ex-provedores da unidade de saúde que estiveram à frente da entidade ao longo de seus 174 anos de história | Foto: Divulgação

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