BASTIDORES DO PODER
O isolamento de Bolsonaro: como a restrição de visitas trava as articulações para o Senado
Nada é mais justo”
PODER SEM PUDOR: Ano sabático, segundo Arraes
O histórico político Miguel Arraes acumulou experiências que gostava de compartilhar. Em conversa com o ex-senador Álvaro Dias, que governou o Paraná enquanto Arraes governava Pernambuco, falou sobre o período em que esteve preso na ilha de Fernando de Noronha, durante o regime militar. Segundo relato de Dias ao podcast Direto de Brasília, de Magno Martins, Arraes afirmou:
“Acho que todo político deveria ficar preso ao menos durante um ano.”
Diante do espanto, explicou:
ASA: Alvinegro segue em preparação no Estádio Municipal, para jogo decisivo
CRB vence a segunda consecutiva: Galo vence o Ceará fora de casa
Aliados colocam Rute Nezinho como opção para vice de Renan Filho ao governo
Justiça de Alagoas barra decreto da Câmara que rejeitou contas de Rui Palmeira
Com tentativas frustradas de unir a oposição, deputado do PL admite plano B ao governo
“Nunca li tanto, nunca me preparei tanto quanto naquele período de prisão.”
Domiciliar tem preço: o isolamento de Bolsonaro
A decisão de Alexandre de Moraes de vincular a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro ao seu estado de saúde, devido à pneumonia, agradou adversários do ex-presidente no Planalto. Isso porque a medida impede que ele receba aliados políticos, limitando seu espaço de articulação em um momento crucial para a formação de alianças visando as eleições ao Senado — consideradas prioritárias pela direita, já que é nessa Casa que podem ser deflagrados processos de impeachment de ministros do STF. Moraes restringiu as visitas a advogados, médicos e familiares.
Tudo costurado
O ministro condicionou a domiciliar ao quadro de saúde e justificou a suspensão de visitas com a necessidade de “evitar risco de sepse e controle de infecções”.
Tarde piaste
Se iniciada agora (25), a prisão domiciliar se encerraria a menos de um mês do início das convenções partidárias, quando os partidos oficializam seus candidatos.
Mãos atadas
Na Papuda, Bolsonaro podia receber aliados. Com a domiciliar, a depender de eventual prorrogação, só voltaria a ter contato político após o registro das candidaturas.
Ainda pior
Sem poder receber outras visitas, uma eventual prorrogação da domiciliar — como indicado no despacho — pode mantê-lo isolado até o fim de setembro.
Lula manda PT priorizar palanque em Minas Gerais
Com o palanque em São Paulo já definido, o presidente Lula quer que o PT concentre esforços em Minas Gerais. Em agenda recente no estado, reuniu-se com Rodrigo Pacheco (PSD), que demonstra menor resistência e pode mudar de partido, com maior probabilidade de migrar para União Brasil ou PSB. Lula pretende aproveitar a indefinição da oposição para consolidar um nome governista e compensar eventuais perdas no palanque paulista de Fernando Haddad (PT).
Metido a independente
O “plano B” de Lula, Alexandre Kalil (PDT), não agrada ao diretório mineiro do PT. O partido evita apostar totalmente no ex-prefeito de Belo Horizonte.
Vice, ok
Kalil enfrenta menos resistência para compor como vice de Pacheco — com quem mantém boa relação — ou até disputar uma vaga ao Senado.
Chama o centrão
Outra possibilidade é o MDB indicar o vice. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite, surge como opção.
Motivo real
“O motivo real é político-institucional: reduzir desgaste e aliviar a pressão sobre o Supremo”, disse à coluna o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), ao comentar a prisão domiciliar de Bolsonaro.
Negócios abertos
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), dos EUA, autorizou transações financeiras para a embaixada da Venezuela e outras missões diplomáticas em território americano.
De volta
Anthony Garotinho articula retorno à política. Por ora, se apresenta como pré-candidato a deputado federal, mas admite disputar o governo do Rio caso cresça nas pesquisas.
Migalha celebrada
O vice-líder do PL na Câmara, Rodolfo Nogueira, afirmou que a prisão domiciliar de Bolsonaro é apenas “uma migalha do estado totalitário”, e que a verdadeira comemoração seria sua absolvição.
Veja bem
Carlos Bolsonaro disse estar aliviado com a domiciliar, mas reforçou que não considera a decisão justa, classificando o processo como “repleto de ilegalidades”.
Espelho meu
Gilberto Kassab, presidente do PSD, confirmou após dez dias que o partido definirá seu candidato ao Planalto ainda este mês.
Alguém vai negar?
O Senado analisa nesta quarta-feira (25) projeto já aprovado na Câmara que cria 232 cargos de analista judiciário, 242 de técnico judiciário, 75 cargos comissionados e 245 funções comissionadas na Justiça Eleitoral.
Melhora ao contrário
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) ironizou o envolvimento de Fábio Luís, filho do presidente Lula, em novos episódios: “A coisa só ‘melhora’ para Lulinha”.
Pensando bem…
…a decisão tem gosto de prisão domiciliar.