MEMÓRIA CURTA
Empresas da Lava Jato foram as principais financiadoras de cinebiografia de Lula
É de um descaramento muito grande”
PODER SEM PUDOR: Sai uma gelada!
Lucídio Portella Nunes era governador do Piauí, em 1982, quando participou da inauguração de uma fábrica da Antarctica. Ele carregava a fama de mal falar o português corretamente, o que, aliás, nunca dificultou eleição — nem mesmo à Presidência. Lucídio saudou, em seu discurso: “Agora temos uma fábrica da Antarctica para tomar Brahma a valer”. O que na época foi gafe, hoje certamente seria recebido como uma sacada inteligente pela Ambev, empresa que depois adquiriu as duas marcas.
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Corruptores na Lava Jato bancaram filme de Lula
O atônito PT parece, também, esquecido ao ignorar que o filme “Lula, o Filho do Brasil” foi bancado por ao menos quatro empresas que, tempos depois, foram reveladas como corruptoras e protagonistas de um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil: a Lava Jato. O pastelão, de 2009, recebeu caminhões de dinheiro das empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e OAS, que mais tarde viram seus controladores atrás das grades. Outra que colocou grana no filme de Lula foi a manjada JBS.
Era o presidente
Diferente de Jair e Flávio Bolsonaro, Lula estava na Presidência da República quando as empresas bancaram o filme.
Passa no caixa
Em dezembro de 2009, empreiteiras patrocinadoras do filme assinaram ao menos cinco contratos com a Petrobras. No total: R$8,9 bilhões.
Antro conhecido
Os contratos envolviam a refinaria Abreu e Lima, antro de corrupção. Em janeiro de 2024, Lula achou uma boa ideia retomar as obras paralisadas.
Telefone vermelho
A JBS, de Wesley e Joesley Batista, até fez delação premiada. Hoje, com livre trânsito no governo, Lula até usa telefone dos irmãos para ligações.
Gravações fazem sangrar pré-candidatura de Flávio
É devastador para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o impacto dos áudios em que ele cobra do banqueiro Daniel Vorcaro dinheiro para a produção de filme sobre seu pai, estrelado pelo ator Jim Caviezel. Representa um golpe arrasador. O total de R$61 milhões virou munição letal. Os áudios fazem “sangrar” a pré-candidatura de Flávio e podem até mesmo inviabilizar o projeto. Cobrar dinheiro de um tipo como Vorcaro pode fazer dele um fardo tóxico quando se aproximava do eleitorado moderado.
Acesso ao inferno
Nos diálogos, Flávio cobra o cumprimento do contrato de financiamento de um banco de má fama para um projeto familiar de alto custo.
Imagem que cola
Os áudios transformam a rejeição ao senador, herdada do ex-presidente, em indignação. Pedir dinheiro a Vorcaro é o tipo de imagem que cola.
Não tem volta
Em um país ansioso por ética pública, senador cobrando R$61 milhões de um banqueiro envolvido em corrupção pode ser o fim do caminho.
Transparência é a chave
Flávio Bolsonaro demorou a se manifestar sobre Daniel Vorcaro e até a apoiar a CPI do Banco Master. E, ao esconder o contrato de patrocínio do filme, virou alvo fácil dos adversários. Não será fácil se safar.
Flávio não negou
Flávio Bolsonaro confirmou as mensagens a Vorcaro e explicou que era iniciativa de um filho lutando para viabilizar filme sobre o pai “sem um centavo de verba pública ou Lei Rouanet”; era financiamento privado.
Seria sensato
Se a direita tivesse juízo, teria feito greve de fome na porta do Palácio dos Bandeirantes até Tarcísio de Freitas topar a candidatura presidencial. Mas juízo anda escasso e agora o governador já não pode ser candidato.
Vai melhorar
O deputado-príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) celebrou a troca de comando no TSE, agora presidido por Kássio Nunes Marques: “abre uma lacuna de esperança” de eleições sem intromissão.
Tô fora
Rodrigo Pacheco (PSB-MG) deve mesmo ficar fora da disputa pelo governo de Minas Gerais, como era desejo de Lula. A desconfiança após a rejeição de Jorge Messias para o STF terminou de enterrar o plano.
Recorte
Chama atenção o perfil do eleitor que registrou aumento na reprovação de Lula, na Quaest de ontem (13): é do Nordeste, recebe até 2 salários mínimos e é beneficiário do Bolsa Família.
Me erra
A oposição se animou após a posse de Kássio Nunes Marques como presidente do TSE. Não pelo ministro, mas pelo afastamento de Lula e Davi Alcolumbre, que não trocaram palavras durante a cerimônia.
Amor e ódio
Levantamento da ESPM-SP mostra que Neymar mexe com o torcedor brasileiro. Segundo a pesquisa, 56% da torcida quer o camisa 10 de volta à Seleção. Os que não o convocariam “de jeito nenhum” somam 3,5%.
Pensando bem…
…Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro expõe o bolsonarismo virando refém de práticas que o eleitorado repudia.