BASTIDORES
Oposição Articula para Deixar MP das "Blusinhas" Caducar
Mais uma vez, quem vai pagar a conta é o povo brasileiro”
PODER SEM PUDOR: Marvada conselheira
O então líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pediu vista e retirou da pauta, na Comissão de Assuntos Econômicos, um projeto sobre isenção de IPI para aguardente de cana-de-açúcar. “O PSDB votará contra”, adiantou. E não resistiu a uma alfinetada em Lula (PT), que na época era presidente: “Temo que decisões de certos presidentes vizinhos possam ter sido tomadas sob o efeito desse produto brasileiro de exportação…”
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Blusinhas: Medida eleitoreira de Lula pode caducar
Líderes da oposição se movimentam para que Davi Alcolumbre (União-AP) imponha nova derrota a Lula e não ande com o plano do petista de derrubar a “taxa das blusinhas”, inventada pelo próprio presidente e azeitada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Cresce a pressão, inclusive com lobby de federações da indústria, para que o presidente do Congresso devolva a Medida Provisória (MP), ideia que encontra resistência de Alcolumbre. Outra opção é deixar “caducar”.
Vai deixando
O Congresso tem 120 dias para apreciar a MP. Passado o prazo, sem votação, a medida perde a validade, ou seja, caduca.
Sem digitais
Deixar a medida mofar até perder a validade é a opção que mais agrada na oposição; assim, ninguém carrega a pecha de defender o imposto.
Motivos…
Empresários pressionam para que Alcolumbre devolva a medida sob pretexto de falta de urgência e relevância para que Lula tenha editado a MP.
…de sobra
Outro argumento é a afronta à segurança jurídica e ao princípio da previsibilidade tributária, já que o Congresso aprovou a taxa em 2024.
Escândalo não liquida candidatura, Lula que o diga
O áudio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, para um filme sobre o pai, fez parecer o fim da sua candidatura. Mas o Brasil recomenda cautela. Lula (PT) que o diga. No Mensalão, em 2005, com parlamentares aliciados mediante propina, a prisão de Lula era dada como certa, e a oposição o queria “sangrando” até a eleição de 2006. O resultado é conhecido: Lula foi reeleito com folga. O petista adotou a narrativa cara de pau de ser “vítima” das elites conservadoras — e colou.
Repeteco com Dilma
Quatro anos depois, novo escândalo de corrupção: o Petrolão, com mais de 200 condenações. E Lula conseguiu reeleger Dilma Rousseff (PT).
Da prisão ao poder
O capítulo final é ainda pior: após quase dois anos preso por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista foi “reabilitado” pelo STF e eleito em 2022.
Pequenas causas?
O caso de Flávio Bolsonaro e Vorcaro não está no mesmo patamar de gravidade de um mensalão ou de um petrolão. Ao menos por enquanto.
País a ser estudado
A lição da História é clara: candidaturas não morrem por escândalos isolados, ainda que ruidosos. Até renascem quando possuem base eleitoral fiel, narrativa eficaz e capacidade de se fingir de “vítima”.
Ninguém tasca
Flávio Bolsonaro (PL), que pediu uma grana ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme do pai, respondeu sem rodeios ao ser perguntado se a ex-primeira-dama disputaria a Presidência: “Michelle não será candidata”.
Ficou feio
Envelheceu como leite no sol a fala de Romeu Zema (Novo) sobre Flávio Bolsonaro (PL) pedir dinheiro a Daniel Vorcaro, do Master. Campanha de Zema para o governo mineiro levou R$1 milhão do pai do banqueiro.
Bom exemplo
Ministro aposentado do STF, Marco Aurélio Mello, foi só elogios a André Mendonça, relator do caso Master na Corte. Disse que o ministro, indicado por Jair Bolsonaro, pratica “atos que robustecem o Supremo”.
Velho Oeste
Tá feia a coisa entre Amauri Ribeiro e Major Araújo, dois deputados estaduais do PL em Goiás. Após trocas de ameaças, Araújo pediu à presidência da Assembleia para ficar armado no plenário. Foi negado.
Só enrolação
Eduardo Girão (Novo-CE) acusa o “Desenrola 2.0” de ser politicagem paliativa e eleitoreira, o que não resolve o endividamento da população. O senador cobrou de Lula um programa de educação financeira.
Ponte aérea
Quem deu as caras na sede do PL, em Brasília, nesta quinta-feira (14), foi o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Pré-candidato ao Senado, Castro reafirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Engana bobo
Osmar Terra (PL-RS) não comprou a lorota de Lula de combate ao crime organizado. O deputado lembra que o petista tem três mandatos como presidente da República e só agora diz que vai enfrentar o problema.
Pergunta no Congresso
Davi Alcolumbre vai sair de cima da CPMI do Master?