Caso Vorcaro
Lula demorou a se posicionar sobre quebra de sigilo envolvendo o STF, apurou coluna
A toga não pode servir de escudo para arapongagem”
PODER SEM PUDOR: RECADO DAS TREVAS
Carlos Fehlberg chegava à redação do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde trabalhava, e encontrou o recado: deveria comparecer imediatamente ao QG do III Exército. Como sabia da forte repressão do regime militar, ele se escondeu, enquanto amigos sondavam os militares sobre o que pesava contra ele. Logo veio o alívio: Fehlberg não sabia que o comandante do III Exército, general Emílio Garrastazu Médici, havia sido o escolhido para ser presidente da República e o queria como assessor, em Brasília.
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LULA RESISTIU A FALAR EM QUEBRA DE SIGILO NO STF
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Ufal abre 200 vagas para estudantes da rede pública se prepararem para o Enem 2027
Manches de óleo aparecem nas praias do Saco e do Francê
Homem é preso após importunar funcionária e tentar subornar policiais em Rio Largo
PF desarticula quadrilha que usava dados de mortos para fraudar pensões do INSS
Foi com muito custo que a equipe de comunicação de Lula (PT) convenceu o petista a se manifestar sobre a grave crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Somente nesta quarta-feira (9), após outro desdobramento envolvendo Flávio Dino, Lula usou as redes sociais para pedir a quebra do sigilo. Adversários do presidente já defendem a transparência desde o início, quando André Mendonça pediu investigação contra o colega de Corte Alexandre de Moraes.
CONTAMINAÇÃO
Na campanha petista, foi captado desgaste após o escândalo no STF, agravado com o silêncio de Lula sobre a questão.
CALCANHAR DE AQUILES
O medo de Lula tem nome, sobrenome, apelido e amiga: Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger.
NÃO É BEM ASSIM
Ao supostamente defender a quebra do sigilo “total”, Lula deixou claro ser a do caso Master, sem essa ideia de transparência no rolo do INSS.
ESCÂNDALO DE BILHÕES
Lulinha e a lobista têm ligações com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pela PF como cabeça da falcatrua.
NO MA, DECISÃO DE DINO EM AUTORIA DE AÇÃO FOI OUTRA
O ministro do STF Flávio Dino derrubou a decisão de André Mendonça, que havia afastado dirigentes da Polícia Federal, alegando que o autor da ação, o Partido Novo, não teria legitimidade para requerer cautelares de natureza penal. O mesmo Dino, porém, assumiu a relatoria de processo contra adversários para barrar indicações ao Tribunal de Contas do Maranhão. A ação dos aliados do partido Solidariedade ganhou o reforço de uma advogada mineira, que caiu de paraquedas.
PODE ISSO?
Dino barrou a advogada na ação, mas usou suas alegações, de pessoa física na ADI do Solidariedade, para abrir um inquérito na Polícia Federal.
REINO DINISTA
Na sequência, afastou o presidente do TCE-MA, Daniel Brandão, que é sobrinho do governador Carlos Brandão. Ambos são seus adversários.
TCE CAPENGA
Os processos para preenchimento de duas vagas de conselheiro do TCE-MA permanecem suspensos há quase três anos.
TEMPOS MUITO ESTRANHOS
Coisas muito estranhas têm acontecido no STF. É a primeira vez na História, segundo disse à coluna um veterano servidor do tribunal, que o presidente cancela dois dias de sessões deliberativas.
INVESTIGAR, QUE É BOM…
Enquanto o País vive a expectativa de que Fachin mostre que a Corte “não é casa da mãe Joana”, como pediu o editorial do Estadão, continua a saga de um crime grave no STF que se recusa a ser investigado.
LEI NA SELVA
O linguajar no STF já foi melhor. Depois do “Perdeu, mané” do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, o decano Gilmar Mendes pregou aviso sobre notícias que eventualmente o envolvam: “Ou você mata ou você morre”.
PF PARALELA
A oposição já se articula para criar a CPMI da PF Paralela. Rogério Marinho (RN), líder do PL no Senado, acusa parte da Polícia Federal de ter virado guarda pretoriana de alguns ministros do Supremo.
RARA VITÓRIA
Deltan Dallagnol conseguiu êxito na empreitada que enfrentou no TRE do Paraná. Pedido de impugnação, apresentado pelo PT, deu em nada, e o ex-deputado teve a candidatura ao Senado deferida.
ÚNICA SAÍDA
“No Brasil de hoje, depois de Alexandre de Moraes, não existe mais lei”, conclui Rui Costa Pimenta, presidente do PCO. Até ele defende a saída do ministro como única forma de salvar a credibilidade do STF.
Fora do tempo
Os elásticos prazos determinados por Edson Fachin não acompanham a velocidade da crise no STF. Manifestações sobre as fraudes no INSS e o caso do Master têm até a semana que vem para serem apresentadas.
TEM QUE ANDAR
Enquanto a sonolenta OAB Nacional cochila para assumir posição firme, a seccional do Distrito Federal já escancara que é preciso abrir impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF.
PENSANDO BEM…
…Lula lançou a transparência turva.