Gastos eleitorais
Candidatos torraram R$ 9,7 bilhões com campanhas nestas eleições
Lula mente e depois finge que a mentira nunca existiu.”
PODER SEM PUDOR: Barriga cheia
Cezar Schirmer fazia sua campanha para vereador de Santa Maria (RS) pelo velho MDB, contando com a solidariedade de vários amigos. Um deles, Bayard Azevedo, era gordo, imensamente. Mas, bom orador, foi escalado para destacar as virtudes de Schirmer. Pegou o microfone e atacou com uma frase de efeito: “Os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres! O povo passa fome!”. Mal acabara de pronunciar a frase, um provocador gritou: “Gordo desse jeito, até que te encostaste bem...”
--
Candidatos torraram R$ 9,7 bilhões com campanhas
Rivais do CRB na briga pelo acesso à Série A - 02/10/2026
Confrontos de extremos no duelo de hoje - 02/10/2026
Lei seca é revogada para o período das eleições
Polícia prende jovem suspeita de tráfico de drogas
Motorista morre em acidente na AL-105
Passou dos R$ 9,7 bilhões o gasto dos candidatos na tentativa de levar uma vaga nos Legislativos ou Executivos disponíveis nas eleições deste domingo (4). Boa parte do bolo, R$ 5,4 bilhões, os partidos gastaram em transferências para diretórios ou candidatos. No tipo de despesa, a publicidade por materiais impressos, tipo os incômodos santinhos que emporcalham a cidade em toda eleição, levou um naco do orçamento: R$ 765,9 milhões. Serviços de terceiros, mais R$ 663,6 milhões.
Vale pastel
A “militância” e a “mobilização de rua” também não estão lá por acaso. Custaram mais de meio bilhão de reais, exatos R$ 516.859.588,10.
Burras cheias
O Facebook é o “fornecedor” que mais faturou nesta eleição, e só estamos no primeiro turno. Foram mais de R$ 236,7 milhões.
Flávio no topo
Flávio Bolsonaro (PL) foi quem mais gastou com a plataforma. O candidato já registrou R$ 4.950.000,00 com as redes sociais.
Dobradinha petista
Lula (PT), o segundo, gastou R$ 2.590.000,00. É seguido por Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, com R$ 2.539.890,00.
Interferência do Judiciário tem resultados ‘mistos’
A interferência do Judiciário em eleições mundo afora tem resultados mistos. O caso mais famoso, no ano 2000, nos EUA, teve decisão da Suprema Corte para suspender recontagem manual de votos no estado da Flórida; ganhou o candidato da oposição George W. Bush. Na Ucrânia, em 2004, o Supremo anulou o 2º turno vencido por Viktor Yanukovych, candidato do governo, e mandou repetir a votação. Viktor Yushchenko, candidato da oposição a presidente, venceu o repeteco.
Interferiu, não mudou
Na Áustria, em 2016, o Tribunal Constitucional anulou o 2º turno por falhas no voto postal; Alexander Van der Bellen venceu antes e depois.
Sem alteração
No Quênia, em 2017, a Suprema Corte anulou a reeleição de Uhuru Kenyatta; ele venceu a repetição, boicotada por Raila Odinga.
Mudou o resultado
Na Romênia, o Tribunal Constitucional anulou a eleição de 2024 vencida por Călin Georgescu, que acabou impedido. Seu substituto foi derrotado.
Boa ou má notícia?
É a maior de todos os tempos a delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA) que vai acompanhar a eleição no Brasil, neste domingo (4). São 91 observadores no DF e em outros 20 estados do País.
TSE e não TRE
A decisão que vetou Deltan Dallagnol (Novo) de pedir votos para si não é do TRE-PR, como registrou a coluna na edição de sexta-feira (2). Foi coisa do Tribunal Superior Eleitoral.
Autoajuda ele
Candidato do Avante a presidente, o escritor Augusto Cury denunciou “interferência na liberdade de imprensa” por parte do STF e TSE, que o prejudicou, e depois disse avaliar pedir que o STF... interfira na eleição.
Não é piada
Após o debacle do debate da Globo, cancelado após decisões judiciais tentarem mandar na emissora, a presidência do STF emitiu nota sobre o “compromisso com a democracia, a liberdade de escolha e a paz”.
Igual e diferente
As visualizações da entrevista de Lula no podcast Flow empataram com os números da entrevista ao mesmo podcast, em 2022: 10 milhões. Ambas ainda perdem para a entrevista com Jair Bolsonaro: 16 milhões.
Responsável tem
Para o candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado, “Lula provocou tudo isso”, sobre o debate cancelado da Globo, ao procurar decisões judiciais para interferir nas regras que já tinham sido acordadas.
Inédito
Não seria a primeira vez que o líder nas pesquisas faltaria ao debate da Globo. Em 2006, o próprio Lula deixou sua cadeira vazia; Bolsonaro se recuperava da facada, em 2018; e, em 1989, Fernando Collor faltou no 1º turno. Mas é a primeira vez que interferência judicial cancela o debate.
Único caso
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não compareceu a debates na campanha de reeleição, em 1998. Recusou todos, mas, ainda assim, foi reeleito em primeiro turno, caso único na história das eleições diretas no Brasil.
Pensando bem...
...após sete campanhas presidenciais e três mandatos, realmente não há o que debater.