Bastidores
PL evita reivindicar presidência da Câmara para não criar ruído na campanha de Flávio
O sistema leu as urnas. E começou a mudar o tom”
PODER SEM PUDOR: ARTES DO SERPENTÁRIO
O falecido embaixador Antônio Correia do Lago, competente e discreto, jamais usou o sogro Oswaldo Aranha para subir na carreira. Aranha, no entanto, intercedeu por outro genro, Sérgio Correia da Costa, junto ao presidente Juscelino Kubitschek, naquele final dos anos 1950. “Me traz o ato do genro do Oswaldo Aranha”, ordenou JK ao diplomata Antônio Azeredo da Silveira, seu assessor. “Qual deles?”, perguntou Silveirinha, matreiro. “Ora, o Correia!”, respondeu JK, sem saber que ambos tinham Correia no sobrenome, nem que seu assessor detestava Sérgio, o real beneficiário. Assim, Antônio acabou promovido, pelas artes e manhas de um dos fundadores do célebre “serpentário do Itamaraty”.
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PL DECIDE NÃO REIVINDICAR PRESIDÊNCIA DA CÂMARA
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Para não gerar ruídos na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, o PL fez chegar aos aliados que não tem nome definido para a presidência da Câmara, hoje ocupada por Hugo Motta, que terá dificuldades para se reeleger. No Republicanos de Motta, a prioridade é sua recondução, mas o partido não topa o “abraço de afogados”: prefere manter o posto a se inviabilizar para proteger Motta. Não por acaso, Marcos Pereira (SP), presidente da sigla, passou a ser cogitado. Mas a ideia ainda não prosperou.
CIÚMES
Eventual substituição de Motta já despertou falatório e ciumeira no Republicanos. A quem pergunta, Pereira jura que não está na disputa.
DEU ERRADO
Além de virar governista, Motta declarou voto em Lula (PT) na tentativa fracassada de eleger o pai senador na Paraíba. Desfeita não se esquece.
SEM RANCOR
A parlamentares do Republicanos, Flávio evita bola dividida. Diz que não tem problemas com Motta e que não seria entrave em eventual acordo.
OUTRO NOME
Deputados que se elegeram à sombra de Bolsonaro defendem outro nome, Pedro Lupion (Rep-PR), deputado que é líder do agronegócio.
VOTAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6X1 VIRA ‘BODE NA SALA’
A anunciada votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho e um de descanso virou incômodo para todo mundo no Senado. De olho na própria sobrevivência política, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acelerou a tramitação em aceno a Lula, que quer o texto aprovado para ver se leva alguns votos no segundo turno. Só que o governo não consegue apoio para votar e aprovar a proposta até o reencontro com as urnas.
FALTA O PEDIDO
Alcolumbre já avisou que só pode atropelar o interstício se os senadores apresentarem e aprovarem um requerimento nesse sentido.
ENROLOU
Teresa Leitão (PT-PE) estava com a missão de viabilizar o pedido. Até falou por aí que deveria protocolá-lo ontem (8). Não conseguiu.
NA MIÚDA
A oposição também se incomoda com a medida e não quer se posicionar contra para evitar respingos na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
NÃO DÁ
Pode virar tiro no pé a “estratégia” de Lula de fazer o que nunca fez: gravar vídeos em celular insultando o adversário. É que, de acordo com pesquisa qualitativa citada pela jornalista Thais Herédia, na CNN, os brasileiros já não aguentam mais ouvir a voz e a verborragia presidencial.
SÓ NOTÍCIA RUIM
Hugo Motta vem sendo criticado por não honrar a liturgia do cargo. Além das suspeitas envolvendo sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ele também se encontrava com o Careca do INSS em casas de amigos.
NO LIXO
Com a anulação da candidatura de Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, o TSE oficializou a ida para o lixo de R$ 433 mil que o político gastou em campanha. O total de recursos recebidos supera os R$ 2,2 milhões.
BARROSO FORA, UM ANO
O anúncio da saída de Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal completa um ano nesta sexta-feira (9). Oito dias depois, o processo de antecipação da aposentadoria do ministro foi oficializado.
MERCADO GOSTOU MUITO
Após a derrota de Lula, o otimismo tomou conta da B3, a Bolsa do Brasil, que subiu mais de 7% desde sexta-feira (2). Pesquisas sempre favoráveis ao petista desanimavam investidores, que agora assumem atitude positiva.
QUANTA DEDICAÇÃO
Jornalistas estranham o comportamento “acessível” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Mal aparecia, mas mudou após perceber que pode não se reeleger. Não sai da chapelaria para falar sobre a escala 6x1.
MILITONTOS
A campanha de Lula já gastou mais de R$ 65,6 milhões comprando apoio de influenciadores à reeleição do petista. Agora, caçam “voluntários” para fazerem o mesmo, mas de graça. A turma quer grana adiantada.
JAQUES FORA
Enrolado no escândalo do Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT-BA) ficou fora de um cargo de destaque na campanha de Lula no segundo turno. Rui Costa, senador eleito pela Bahia, é quem levou.
PENSANDO BEM...
...o café já é servido frio na presidência do Senado.