Coluna Religião
Canonização de Irmã Dulce ganha sentido especial
No dia que a padroeira foi canonizada, domingo (13), comunidade paroquial foi às ruas em procissão em homenagem à agora santa
A Canonização de Irmã Dulce, agora Santa Dulce dos Pobres, ganhou um sentido especial para os maceioenses. O “Anjo Bom da Bahia” já possui um santuário que leva o seu nome, junto com João Paulo II, e padroeira de uma futura paróquia na Arquidiocese. A freira brasileira que dedicou a vida à caridade, tornou-se santa numa cerimônia conduzida pelo Papa Francisco, no Vaticano, no domingo (13).
O nome da santa brasileira invocou ao menos dois milagres que foram reconhecidos pela Igreja Católica. Em 2001, a sergipana Cláudia Cristina dos Santos pediu a intercessão da religiosa para cessar uma hemorragia depois de 18 horas do parto de seu segundo filho. Foi atendida. Em 2014, o músico baiano José Maurício Moreira recobrou a visão depois de 14 anos de cegueira derivada de um glaucoma, após pedir a intercessão da agora santa Dulce. Moreira esteve presente na celebração e foi saudado pelo papa Francisco.
Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, nome de batismo da santa, abraçou a vida religiosa aos 18 anos e a caridade aos 12, quando uma tia levou-a para conhecer a favela dos Alagados, em Salvador. Foi quando decidiu alimentar os pobres a ajudar aos enfermos à porta de casa. Décadas depois, as doações ajudaram na construção de complexo hospitalar e um orfanato e que beneficiam a mais de três milhões de pessoas anualmente.
Irmã Dulce aparece ao lado de outra santa dos pobres, Madre Teresa de Calcutá. Eram religiosas da mesma geração e ambas tiveram um forte apostolado ligado ao atendimento aos mais pobres: enquanto Madre Teresa conquistou a fama de santa percorrendo as favelas de Calcutá, Irmã Dulce fazia o mesmo em Salvador.
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A FUTURA PARÓQUIA
No fim de novembro de 2013, o padre Bacilon Monteiro, na época da Paróquia de São João Maria Vianney, no Clima Bom I, recebeu uma imagem e uma relíquia de Irmã Dulce vindas de Salvador. No coração do arcebispo, Dom Antônio Muniz, já havia surgido a ideia da criação de uma área pastoral e que se tornaria uma paróquia para atender às necessidades da região, e criou a área pastoral Irmã Dulce.
Em abril de 2015, padre Edmilson Soares foi apresentado como vigário paroquial, assumindo a área pastoral composta pelas quatro comunidades: São João Bosco, Nossa Senhora das Dores, Santuário de Mãe Rainha (Matriz Provisória) e a capela de Santa Dulce (perto de onde está sendo construída a futura matriz).
Nestes quatro anos de caminhada, os grupos, pastorais e movimentos da futura Paróquia de Santa Dulce veem crescendo e se fortalecendo na fé. No dia em que a padroeira foi canonizada, a comunidade foi às ruas em procissão para homenageá-la. Todos esperam que a igreja dedicada à Santa dos Pobres seja declarada oficialmente paróquia em breve.