Coluna Religião
‘Filhos’ desejam seguir legado de Dom Henrique
Bispo da Diocese de Palmares-PE, que faleceu vítima da Covid-19, no dia 18 de julho, era natural de Penedo, em Alagoas
Muitas homenagens foram feitas por ocasião da morte de Dom Henrique Soares da Costa, vítima da Covid-19, bispo da diocese Palmares, em Pernambuco, mas alagoano nascido em Penedo. Redes de televisão como Canção Nova e Século XXI fizeram especiais sobre a história e o trabalho desenvolvido por ele e seus vídeos estão espalhados pelas redes sociais. Junto a esse levante de iniciativas, diversos filhos espirituais desejam continuar o legado do epíscopo através da disseminação da sua obra e a partilha de experiências com o mesmo.
No Whatsapp foi criado o grupo Filhos de Dom Henrique, que afirma em sua descrição ser “destinado aos dirigidos espirituais, amigos, cantores, sacerdotes, ex-acólitos do Livramento, do Mosteiro da S.S. Trindade de Rovigo que tiveram contato e uma estreita filiação com D. Henrique,com o enfoque para construir um acervo em formato de vídeo, áudio, foto, texto e testemunho”. O grupo conta com cerca de 60 participantes e possui um grande fluxo de materiais, em virtude de o próprio Dom Henrique ter sido um reconhecido utilizador das redes sociais.
“Pensei em reunir inicialmente os dirigidos que fizeram parte das primícias sacerdotais do então padre Henrique, na Igreja do Livramento, e depois não somente esses, mais os outros que ele foi adquirindo ao longo da vida presbiteral e episcopal”, explica Luciano Peixoto, idealizador do grupo.
Uma outra iniciativa é a participação destas pessoas no Café Católico, uma transmissão ao vivo feita através do Facebook, onde se discute um tema diferente a cada semana. Proposto por Eudes Silva, ex-coroinha do Livramento, Igreja à qual Dom Henrique foi reitor, as últimas e próximas edições da live tocam bastante sobre a pessoa e obra do epíscopo alagoano. Segundo Peixoto, o próximo passo será exibi-lo pelo Youtube.
Irmã Flávia Matias de Queiroz, da Congregação Religiosas da Instrução Cristã, foi dirigida por Dom Henrique por mais de 20 anos. “Ele me recolocou em Deus por diversas vezes, as palavras que saíam de sua boca tocavam na minha alma; eu guardo, então, como um sacramental essa presença divina através da sua escuta, pela sabedoria, lucidez, acolhimento e simplicidade apresentados; ele me apontou o céu”, relata.
A religiosa afirma que deseja continuar o legado deixado através da sua própria vida: “É uma questão de honestidade, perpetuar em minha história essa presença de Deus através desse meu querido diretor espiritual”.
HOMENAGEM
Dom Henrique Soares tem um reconhecido trabalho como escritor, especialmente de artigos aos quais inúmeros foram publicados pela Gazeta de Alagoas.
“Houve um tempo em que pedi ao então padre Henrique que cuidasse da ‘Gazeta Católica’, enquanto eu tive que me afastar dessa função por seis meses e ele o fez com muita presteza e carinho. Somos gratos por tamanha ajuda e delicadeza para conosco”, disse Ada Mello, da Organização Arnon de Mello (OAM).