Artigo
UM SANTO, PAPA E AMIGO
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No dia 22 do mês de agosto, a Igreja comemorou a lembrança de São João Paulo II, um Papa do nosso tempo, que deixou marcas indeléveis na nossa história. Antes desse Papa, nós celebrávamos Santos de antigamente. Demorava-se demais para se realizar uma canonização. Agora, não, por decisão de São João Paulo II, temos santos do nosso tempo e ele mesmo é um deles.
Vi-o, pela primeira vez, quando era jovem, forte, elegante, esbanjando saúde. Vi-o, pela última vez, velho, acabrunhado, babando, mas com memória e gentileza admiráveis.
Ninguém chega a um posto muito alto, a um cargo elevado, se não tem qualidades. E nosso Papa, desde cedo, mostrou que era um privilegiado. Viveu em plena guerra e viu seu país invadido pelos nazistas e, depois, pelos comunistas. Sofreu muito, mas soube vencer e ensinou seus compatriotas a vencerem com a conservação da cultura e tradições do seu povo, pela resistência pacífica e pela força da sua fé.
Capaz, preparado, inteligente e resistente, foi um jovem do seu tempo e do seu povo, que se tornou sacerdote e logo se fez notar pelas suas excepcionais qualidades de coragem, paciência e amor. Foi bispo, arcebispo, cardeal e papa numa sequência admirável e deixando em cada situação uma marca de fé, força e muito amor.
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Homem de muita fé, de muita oração e de muito amor a Nossa Senhora. Compreendeu que a Igreja precisava viver no seu tempo e levar à mensagem do evangelho palavras e métodos modernos. Para isso, visitou o mundo, criou o encontro mundial da juventude, reformou o Direito Canônico, promulgou o Catecismo da Igreja Católica. Levou um tiro em plena praça de São Pedro, mas não desanimou. Visitou o atirador e perdoou-o como bom cristão.
Calmo, pensativo, educado, consciente de sua responsabilidade como o representante principal de Jesus, na terra. Foi assim que o conheci. Tive a graça de conversar com ele muitas vezes, de receber dele gestos de atenção, de ouvir suas palavras ponderadas, de presenciar atitudes de humildade e de paz. Foi uma graça muito grande!
Esteve em Maceió, conheceu nossa gente, viu nossas belezas naturais e nossa miséria material, sentiu o calor da nossa amizade, rezou numa igreja situada em um bairro pobre e dedicada a Nossa Senhora, como ele pediu.
Hoje, como santo, o invocamos pedindo que interceda junto da Trindade Santa e de Maria, por nós que tanto precisamos da ajuda divina para superar a guerra da pobreza, da ignorância, da falta de fé e da corrupção.