Artigo
NINGUÉM NASCE POBRE
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Quem nos assegura é Jesus, pois ele diz em Mateus que, o Senhor do mundo dá a cada um dos seus empregados uma quantia em talentos. É evidente que, alguns vêm com mais do que outros, mas todos têm algum talento, que deve ser duplicado durante a vida aqui na terra. Ninguém, pois, tem o direito de dizer que não podia. Não coloquemos em Deus nossa deficiência, nossa preguiça, mas em nós mesmos.
Quando nascemos, trazemos em um ombro um cesto de defeitos, mas no outro ombro carregamos um cesto bem grande de qualidades. O problema é que temos de descobrir esses defeitos para corrigi-los e essas qualidades para usá-las, aproveitar delas e desenvolvê-las.
Nossas qualidades natas nem sempre vêm às claras, algumas sim, outras não. Daí a necessidade de conhecermo-nos, enquanto vivemos, pois muitos morrem sem saber o que eram, como eram e por que eram.
Gosto de ouvir Andrea Bocelli. Imaginem se esse grande cantor ao tomar consciência que era cego, de que não podia conhecer as belezas das pessoas e das coisas que o circundavam, desesperasse e não quisesse mais nada na vida. Mas ele lutou para vencer e não fácil chegar ao ponto máximo da sua popularidade, do seu conhecimento musical, do aprimoramento de sua voz, que sempre encantou as multidões. Bocelli, descobrindo seu defeito não desesperou; conhecendo seu talento, desenvolveu-o para sua felicidade e para a alegria do mundo.
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Vi, ao caminhar de manhã pela orla, uma jovem com grande deficiência em uma perna. Admirei-a porque estava se esforçando para caminhar, no meio de todos, como as outras pessoas. Depois a vi de novo, fazendo um exercício pesado com um especialista, para usar melhor sua perna fina e defeituosa. Ao passar por ela, não me contive e disse para o seu treinador: Esta moça merece nota dez, onze, vinte, cem, mil! Ela, alegre, me respondeu: Muito obrigada!
Nos dois exemplos vemos a prática do que disse acima, isto é, é preciso corrigir os defeitos e aproveitar e desenvolver as nossas qualidades, pois ninguém nasce pobre e inútil. Ademais, no final, o dono do mundo vai nos cobrar o uso que fizemos dos talentos que ele nos deu. Feliz aqueles que souberam usá-los bem e até multiplicá-los; infeliz e condenado será aquele que nem sequer fez caso deles.
Conheçamos a nós mesmos e usemos dos talentos que Deus nos deu, para nosso bem, para a felicidade de nossos irmãos e para a glória do Senhor.