Coluna Religião
Arquidiocese finaliza arrecadação de donativos
Campanha para arrecadar alimentos e produtos de higiene e limpeza para famílias carentes será encerrada neste domingo (18)
Dados da Fundação Getúlio Vargas divulgados no mês passado apontam que cerca de 10 milhões de brasileiros estão passando fome em decorrência da pandemia. Neste montante estão centenas de alagoanos e, pensando nestas pessoas, a Arquidiocese de Maceió realizou durante toda a semana a Campanha da Misericórdia: “Quem tem oferece, quem não tem recebe”, com o objetivo de arrecadar alimentos não perecíveis, material de higiene pessoal e de limpeza para famílias que passam por vulnerabilidade.
“Nós estamos vivendo um momento difícil em nossas periferias, a fome de Deus e a de pão. Muitas mesas vazias porque o pai e a mãe de família não têm de onde tirar o sustento, é a realidade de Maceió e das periferias das nossas cidades. Vamos começar a exercitar essa misericórdia”, disse o arcebispo metropolitano, Dom Antônio Muniz Fernandes.
As doações começaram a ser arrecadadas no último fim de semana, no Domingo da Misericórdia, e seguem até o dia 18. Os locais de doação estão sendo o Santuário da Virgem dos Pobres, na Mangabeiras, das 6h30 às 18h; no Seminário Nossa Senhora da Assunção, no Farol, e o Seminário Menor São João XXIII, em Marechal Deodoro.
“Somos fortes quando fazemos as coisas juntos na unidade. Essas cestas serão distribuídas pela nossa periferia, porque as pessoas perderam o emprego. Peço também aqueles que vendem esses produtos, supermercados, atacados, que façam essas ofertas que serão transformadas em cestas básicas para a alegria daquele que oferece e para aqueles que não têm, e receberão o presente da Igreja comunhão, Igreja povo de Deus”, completou.
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CONVITE
O metropolita também convidou outras denominações religiosas para a ação. “Nossos irmãos evangélicos de todas as denominações, os espíritas, os de matriz africana, e até os que não têm religião. Se é só uma Igreja que pensa isso, é pensar pequeno, vamos pensar maior, e com isso deixamos essas divisões e focamos na misericórdia, na solidariedade, buscando construir essa comunhão”, destacou.
Durante toda a semana, os seminaristas, do último ano de Teologia, ficaram responsáveis por fazer a separação dos alimentos e transformá-los em cestas básicas. O trabalho deve durar até o início da próxima semana, quando a solidariedade se transformará em gesto concreto com a distribuição desses donativos. “Não terá o nome de ninguém. É o povo ajudando os irmãos e irmãs que mais precisam, neste momento de dor e sofrimento causado pela pandemia e pela fome, consequência também”, completou o metropolita.