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Coluna Religião

SUBIDA DO MONTE II

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Por Mons. Pedro Teixeira Cavalcante/Teólogo | Edição do dia 01/05/2021 - Matéria atualizada em 01/05/2021 às 04h00

Para se ter um conhecimento da subida do monte, segundo São João da Cruz, temos de nos basear na dialética joanina do TUDO e do NADA. Leiamos, antes de examinar as três sendas do famoso desenho do Santo, algumas das suas sentenças espirituais, nas quais aparecem claramente a linha do pensamento e os ensinamentos do grande místico.

Seguindo uma dialética de antítese, São João da Cruz expõe como poderemos chegar ao Tudo, partindo do Nada. Eis como escrevia o Santo: “Para vir a saborear TUDO, não queiras ter gosto em NADA. Para vir a saber TUDO, não queiras saber algo em NADA. Para vir a possuir TUDO, não queiras possuir algo em NADA. Para vir a ser TUDO, não queira ser algo em NADA”.

Continuando suas antíteses, São João da Cruz expõe como vir ao Tudo. “Para vir ao que não gostas, hás de ir por onde não gostas. Para vir ao que não sabes, hás de ir por onde não sabes. Pra vir a possuir o que não possuis, hás de ir por onde não possuis. Para chegar ao que não és, hás de ir por onde não és.”

Vejamos agora o modo para não impedir ao TUDO. “Quando reparas em algo, deixas de lançar-te o TUDO. Para vir de todo ao TUDO, hás de deixar-te de todo a TUDO. E quando venhas de todo a ter, hás de tê-lo sem nada querer. Porque se queres ter algo em TUDO, não tens puro em Deus teu tesouro.”

Portanto, assim chegamos a uma desnudez espiritual, que leva o cristão a um profundo descanso, pois nada cobiçando, nada o impele para cima ou para baixo, pois ele se encontra no centro da sua humildade.

Há três sendas para se subir o Monte Carmelo, segundo o desenho do Santo. Examinemo-las brevemente.

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