Artigo
A VISITAÇÃO
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A Igreja celebra no dia 31 de maio, não só o encerramento do mês de Maria, mas também a festa da visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel. Essa visita de Nossa Senhora está cheia de mensagens para os nossos dias. Vejamos, primeiramente, as circunstâncias desse acontecimento, para tirarmos em seguida as lições para nossas vidas.
De logo, lembremos que Maria estava grávida como sua parenta, Santa Isabel. Maria era ainda uma adolescente e uma adolescente grávida, nos seus primeiros dias de gravidez, sofre muito, sobretudo quando se trata da primeira vez. Todavia, nada disso impede a longa e pesada viagem de Nazaré até Ain Karen, com cerca de 200 km. Viagem, diga-se, por um deserto sumamente quente, por estradas poeirentas, com o perigo de assaltantes e de animais selvagens. Mas nada disso, repito, impede Maria fazer sua visita a Isabel.
Maria não tinha obrigação de fazer tal visita, mas, apenas tomou conhecimento da situação de Isabel, grávida de idade avançada, saiu apressadamente para a Judeia. Ela soubera do fato, quando do anúncio do Anjo sobre a encarnação de Jesus. As dificuldades pelas quais passaria Isabel impelem a caridade de Maria. Ela encontra meios, não sabemos quais, a fazer a visita. Quem ama, não espera, não faz cálculos, simplesmente, como diz o poeta, faz acontecer. Para a casa de Isabel, Maria leva Jesus, como fará na sua visita a Caná, por ocasião de umas bodas. Esta é a missão de Maria, levar Jesus, introduzir Jesus, apresentar Jesus. Com Maria vai também o Espírito Santo.
Quando Ela chega à casa de Isabel, esta fica cheia do Espírito Santo e a criança estremece no seu ventre. (Lc 1,41) Maria, plena do Espírito Santo, irradia o Espírito divino por onde ela anda. E Isabel, cheia do Espírito Santo, diz a primeira bem-aventurança do Evangelho: “Bem-aventurada és tu porque creste”. (Lc 1,45) E, ainda por cima, Isabel declara Maria a mãe de Deus: “Donde me vem a honra de ser visitada pela mãe do meu Senhor?” (Lc 1,43)
A visita de Maria a Santa Isabel é cheia de Deus. Aquela que carrega Deus dentro de si, espalha, difunde e propaga Deus por toda parte. E como Deus é amor, Maria, impelida pelo amor, provoca o amor por onde passa. O anjo não mandou Maria visitar Isabel, ela foi inspirada pelo Espírito de amor. Ela visitou sua parente por amor, levando amor.
Se tivermos a Trindade dentro de nós, faremos como Maria, isto é, por onde passarmos, aonde formos, levaremos o amor e faremos maravilhas, como Deus fez em Maria e por Maria na casa de Isabel.