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Coluna Religião

ALEGRIA, MINHA GENTE!

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Por Mons. Pedro Teixeira Cavalcante/Teólogo | Edição do dia 19/06/2021 - Matéria atualizada em 19/06/2021 às 04h00

Em tempo de crise, em tempo de sofrimento, em tempo de isolamento social, em tempo de mortes, em tempo de desespero psicológico, nada melhor do que ser otimista; nada melhor do que viver alegre e em paz e nada melhor do que comunicar essa paz e essa alegria aos outros.

Li em Santa Teresinha este belo pensamento: “Viver de amor é navegar sem cessar, semeando a paz, a alegria em todos os corações”. É verdade, ser caridoso é amar e uma das maneiras mais lindas e mais eficientes de amar é fazer os outros felizes e alegres. Amar é doar; antes, amar é doar-se e, se dar um perfume é bonito, muito mais bonito é transmitir alegria, que enche a alma de paz, de tranquilidade, de felicidade.

Há muitas maneiras de se transmitir a alegria e a paz. Em primeiro lugar, rezando pelos outros; pedindo a Deus que nossos irmãos, sobretudo os que mais precisam, sintam na alma a beleza da vida, da natureza, das pessoas e, especialmente, das coisas espirituais, como são a Igreja, sua divina liturgia, a vida dos santos, a fraternidade entre os que professam a fé cristã, em suma, Deus em si, na sua vontade e nas suas outras diversas manifestações. Em segundo lugar, pelo exemplo, ou seja, sendo alegre, vivendo em paz e, assim, comunicar a todos que se aproximam de nós esses sentimentos humanos e divinos. Em uma palavra, sendo como Deus, pois Ele é a eterna alegria e a paz total.

Com efeito, a Trindade santíssima é puro e infinito amor e, por isso, vive na eterna felicidade, na eterna paz, na eterna alegria. A alegria é comunicativa. A pessoa alegre irradia alegria para quem dela se aproxima. Nós, cristãos, temos todos os motivos do mundo para sermos otimistas e alegres e vivermos em paz, porque temos um Deus todo-poderoso, que nos ama apaixonadamente e que só quer o nosso bem. Tudo o que nos acontece, portanto, ou é vontade de Deus ou é permitido por Deus, e Deus só nos quer o bem, a paz, a alegria, a felicidade.

Sejamos, pois, alegres, como nos convida São Paulo (Gl 4,4) e transmissores constantes dessa alegria, geradores de paz e de felicidade. Eis aí uma maneira linda e maravilhosa de praticar a caridade, de amar, de viver como cristãos. Os que estão tristes e assustados precisam de nossa paz e de nossa alegria, por isso estejamos sempre dispostos a fazê-los alegres e felizes. Alegria, minha gente!

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