Artigo
DEIXE O OUTRO EM PAZ
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Ninguém gosta que falem mal de sua vida, que critiquem seus costumes e condenem suas atitudes. Todavia são muitos, muitos mesmo, que não refreiam suas línguas e censuram o outro, porque não são como eles. Esses não gostam de serem criticados, mas adoram criticar, difamar, desfazer o outro e isto é crime, crime de verdade.
Jesus disse: “Não julgueis para que não sejais julgados. Pois com a mesma medida com que julgardes os outros sereis julgados; e a mesma medida que usardes para os outros servirá para vós.” (Mt 7,1-2)
E Jesus aponta de imediato um dos motivos pelo qual não devemos julgar os outros: “Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou, como podes dizer a teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu mesmo tens uma trave no teu?” (Mt 7, 3-5)
Dizem os entendidos que cada um de nós tem no seu mundo psíquico um pontinho aonde ninguém pode chegar. Só Deus pode chegar a esse ponto e só Ele, portanto, pode nos conhecer totalmente e nos julgar. Com que autoridade podemos, pois, julgar os outros, se deles sabemos quase nada?
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Pior acontece, quando nosso julgamento explode, quando nosso julgamento sai de nós para o exterior. Temos dentro de nós uma arma que pode ser usada para matar ou para fazer viver. Esse pedacinho de carne, de nervo, que vive dentro da nossa boca, pode fazer maravilhas, mas que pode também se transformar em uma arma mortífera, se não for domada, educada, refreada e dirigida para o bem, é a nossa língua.
Com a língua podemos pregar o evangelho, aconselhar o irmão desorientado, cantar os louvores do Senhor. Mas, com essa mesma língua podemos espalhar a mentira, a calúnia e estragar a vida do irmão.
Muita gente é ferida gravemente, quando não mortalmente, pela língua dos outros. E esse crime nós todos vamos pagá-lo seriamente, quando do nosso julgamento perante Deus.