Artigo
O NATAL DE MARIA
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Maria, certamente, mediante os ensinamentos dos rabinos da época, sabia que estava próxima a hora da chegada do Messias. Num certo momento, apareceu-lhe o Arcanjo Gabriel e lhe comunica que ela fora a escolhida por Deus para ser a mãe do Messias.
Nove meses se passaram, enquanto Maria ia gerando no seu ventre o Salvador da humanidade. Esse longo advento levou Maria para uma união profundamente mística com Jesus.
Finalmente chegou a hora, pois Maria estava prestes a dar à luz seu filho tão esperado. Antes, porém, foi obrigada a fazer uma longa viagem até Jerusalém. Na cidade santa não houve lugar para ela.
O dono do mundo não tinha um lugar para nascer e foi obrigado a vir ao mundo numa gruta, ou no estacionamento de animais.
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Começou o Natal de Maria: na pobreza, no sofrimento, no desprezo, mas ela estava feliz, cheia de paz e alegria. Afinal, depois de uma longa espera, ele podia ver Jesus, abraçá-lo, acariciá-lo, beijá-lo, amamentá-lo.
Ele “veio para os que eram seus, mas os seus não o acolheram” (Jo1,11). Todavia, isso não importa para Maria; nada disso estraga seu “Natal”. O que lhe importava era que Jesus estava ali, que ele era seu filho, que ela o amava apaixonadamente.
“O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). E habitava, de início, na casa de Maria, nos braços de Maria, que o alimentava, que cuidava dele. Se a vida era dura, se faltavam os recursos, se uma espada haveria de lhe traspassar seu coração, tudo isso era secundário, porque Jesus estava com ela, dormindo nos seus braços. Maria passava as vinte e quatro horas de cada dia com Jesus, amando-o com as fibras de sua alma.
Foi esse o Natal de Maria, pelo lado humano, pobreza, menosprezo, desconhecimento; pelo lado espiritual, alegria, paz, felicidade, fé, pois, afinal, ela era a mãe de um Menino que era o Salvador do mundo e esse Menino, homem e Deus, a amava e ela o amava apaixonadamente e com ele vivia noite e dia, cada minuto de sua vida.
Que lição para nós, que nos dizemos cristãos, mas que passamos um Natal muitas vezes esquecendo a figura central, Jesus.