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A PEQUENEZ TERESIANA

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Deus detesta os orgulhosos, os autossuficientes. Deus ama os humildes, os simples, os pequenos. Nossa Senhora, no seu cântico, o Magnificat, declara: “... desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes” (Lc 1,51-52). E o próprio Jesus em uma oração que dirigiu ao Pai, rezou: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas os sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos.” (Mt 11,25). E ainda no evangelho de Mateus, encontramos estas palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus. Porque aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus” (Mt 18, 3-4).

Santa Teresinha, meditando isso, criou sua mensagem da pequenez. Para ela, por amor precisamos ficar sempre pequenos diante de Deus, como uma criança nos braços de seu Pai.

E o que é ser pequeno para santa Teresinha? Ela responde: “É reconhecer seu nada, esperar tudo do bom Deus, como uma criancinha espera tudo do seu pai, é não se inquietar com nada, não guardar nada de riqueza Mesmo entre os pobres, dá-se à criança o que lhe é necessário, mas logo que ela cresce, seu pai não quer mais alimentá-la e lhe diz: trabalha agora, tu podes te bastar a ti mesma. É para não ouvir isto que não quis crescer, sentindo-me incapaz de ganhar minha vida, a vida eterna do céu. Fiquei, pois, sempre pequena, não tendo outra preocupação senão a de colher flores, as flores do amor e do sacrifício e de oferecê-las ao bom Deus para seu prazer. Ser pequeno é não atribuir a si mesmo, de modo algum, as virtudes que se pratica, julgando-se incapaz de qualquer coisa, mas reconhecer que, o bom Deus põe esse tesouro na mão do seu filhinho, para que ele se sirva, quando tiver necessidade; mas que é sempre o tesouro do bom Deus (...).”

Em resumo, a pequenez teresiana é reconhecer nosso nada e, nem por isso nunca nos desencorajar, porque tudo que temos é e vem de Deus. E por força dessa pequenez abandonamo-nos nas mãos de Deus, contentando-nos com o pouco que fazemos, se o fazemos pior amor. Na verdade, o que importa para Deus não é o muito que fazemos, mas o amor com que agimos.

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Quem se reconhece criança diante de Deus, não se importuna com sua fraqueza; ao contrário, vive feliz, porque sabe que o bom Deus cuida dele com muito amor e, consequentemente, sua fraqueza desaparece na grandeza e na misericórdia do bom Deus. A pequenez teresiana nos dá paz e alegria, porque com ela Deus se torna nossa força e poder.

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