Artigo
O FALAR HUMANO
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No capítulo vinte e sete do livro sagrado do Eclesiástico, lemos uma mensagem sábia e proveitosa para nossa vida cotidiana. Diz o livro santo: “Quando a gente sacode a peneira, ficam nela só os refugos; assim os defeitos de um homem aparecem no seu falar. Como o forno prova os vasos do oleiro, assim o homem é provado em sua conversa. O fruto revela como foi cultivada a árvore; a palavra mostra o coração do homem” (vv 4-6). Por isso, o Eclesiástico conclui: “Não elogies a ninguém, antes de ouvi-lo falar: pois é no falar que o homem se revela’ (v.7).
Esta admoestação da Bíblia tem um lado psicológico e um lado espiritual. Com efeito, é do coração dos homens que saem as coisas más: pensamentos, palavras e ações, advertiu Jesus.
“É do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez” (Mc 7, 21-22).
Um coração cheio de maldade se abre no falar segundo esta maldade, pois, como disse Jesus, “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons... O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio” (Lc 6,43,4 )
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Na verdade, quando a pessoa está cheia de pensamentos bons, de ideias boas, de sonhos bonitos, de bondade, fala segundo o que é, portanto só diz coisas boas e bonitas. No falar expressamos o que somos, o que temos e o que pensamos. Por isso tudo, enchemo-nos de coisas boas e falaremos dessas coisas boas.
São Paulo, depois de convertido, falava e escrevia sempre sobre Jesus. Há uma carta de Paulo, em cuja primeira página, ele escreveu quatorze vezes o nome de Jesus.
O mesmo aconteceu com outro Paulo, o escritor brasileiro Paulo Setúbal, que, depois de sua conversão, falava constantemente de Jesus, pois seu coração estava cheio do Mestre divino.