Coluna Religião
IGREJA BETEL REAPRESENTA MUSICAL DE PÁSCOA ÀS 18 HORAS DESTE DOMINGO
Morte e ressurreição de Jesus são temas centrais da história contada e cantada pelos cristãos da igreja
O nascimento, o ministério, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo são os temas centrais da história contada e cantada no Musical de Páscoa que a comunidade cristã da Igreja Batista Betel, em Jaraguá, reapresenta em seu templo às 18 h deste domingo (17). A entrada é franca e o uso de máscara é obrigatório. A primeira apresentação do musical foi na quarta (13).
Historicamente apresentado como Auto de Páscoa, o musical deste ano foi reduzido por conta dos cuidados com a pandemia. Mas a beleza de sua essência contada há séculos e de geração em geração é a mesma. “A memória da Páscoa, para os cristãos, é a festa da libertação, a derrota do maior e mais imbatível dos inimigos das nossas almas: a morte”, diz o pastor Lon Davisson Almeida.
“A Páscoa foi instituída por Deus quando, por meio de Moisés, libertou os hebreus da escravidão egípcia; a Páscoa Cristã começou em Jerusalém quando Jesus foi recebido por uma grande multidão que gritava: ‘Hosana ao Filho de Davi!’, Bendito o que vem em nome do Senhor!’, ‘Hosana nas alturas!’, informou o pastor Lon, na pregação que abriu o mês pascal na IB Betel.
Essa saudação exultante do povo judeu era o reconhecimento de que Jesus, que chegou à cidade montado em um jumentinho, era o Messias esperado, o Rei anunciado na profecia de Zacarias 9:9, que diz: ‘Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu Rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta’.
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“Essa era a proposta pascal profetizada por Zacarias prestes a se cumprir! O profeta tinha prometido a eles um rei, aquele que derrubaria seus inimigos e os libertaria para sempre; aquele que governaria o mundo inteiro, de mar a mar, até a extremidade da terra. Como é que eles saberiam quem era o Messias? Ele viria a Jerusalém em um jumentinho, o símbolo de paz”, prosseguiu o pastor.
A profecia de Zacarias, registrada também no Evangelho de Mateus, no capítulo 21, mostra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. A palavra ‘Hosana’ vem do hebraico hosha’na, cujo significado pode ser encontrado na tradução do Salmo 118:25 com esta expressão: ‘Salva-nos, Senhor! Nós imploramos. Faça-nos prosperar, Senhor! Nós suplicamos. Bendito é o que vem em nome do Senhor!’.
A mensagem do pastor Lon parecia a encenação de um Auto de Páscoa. Enfatizou a decisão que Jesus tomou de sair de Betânia, da casa de seu amigo Lázaro, que Ele o tinha ressuscitado há poucos dias, para ir a Jerusalém, sabendo que iria morrer. Montou em um jumentinho, em Betefagé, que o levou a Jerusalém.
“Jesus não poderia ter escolhido uma maneira mais auspiciosa, mas clara e poderosa de reafirmar a sua reivindicação de ser o Messias, o prometido de Deus, o Rei dos Reis, o Senhor do Senhor. Nada também agitaria mais as multidões ou incitaria mais as autoridades religiosas civis do que essa reivindicação demonstrada com o cumprimento das profecias”, avalia o pastor Lon.
UM GRANDE DESFILE
A chegada de Jesus a Jerusalém, segundo ele, tornou-se algo semelhante à carreata presidencial de um populista. “Todos se alinham nas ruas estreitas em um grande desfile jogando suas capas para o jumentinho pisá-las; cortaram galhos de palmeiras e de outras árvores e espalharam diante d’Ele, como faziam a um rei, gritando com toda força dos pulmões: Hosana ao Filho de Davi!”, prosseguiu.
A carreta narrada pelo pastor foi colossal. Mas cinco dias depois a multidão que O exaltava, passou a rejeitá-Lo, pedindo a Pilatos que soltasse Barrabás, um preso perigoso, e crucificasse Jesus. No final, o pastor perguntou aos cristãos presentes em qual dos três grupos eles se identificavam naquela carreata Pascal: o da multidão, dos discípulos de Jesus ou de seus opositores.
O sermão está disponível no link https://www.youtube.com/ watch?v=jdRn7BQx2cM