Artigo
NO MEIO DO CAMINHO, ENCONTREI UMA PEDRA...
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O poema de Dumond fez-me lembrar que algumas pessoas encontraram e encontram nas suas vidas uma pedra marcante. Marcante, porque marcou as suas vidas e as vidas de muitas outras pessoas. Queria lembrar aqui apenas três pedras famosas na história de certas pessoas e de toda a humanidade. As pedras às quais me refiro são: a pedra do sepulcro de Jesus, a pedra negra da Caaba e a pedra da roseta, de Champollion.
O evangelho diz que, logo cedo, no domingo após a Sexta-feira da Paixão, algumas mulheres foram ao sepulcro: “José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num sepulcro novo que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro... Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. Eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela.” (Mt 27,59- 28,1-2).
Maria Madalena no seu caminho encontrou uma pedra, mas não teve dificuldade para ver o túmulo por dentro, pois, o anjo rolara a pedra. Pedra rolada, sepulcro escancarado e vazio. Aquela pedra rolada marcou para o cristianismo a ressurreição de Jesus, a confirmação de sua mensagem, a realização prometida da redenção da humanidade.
A pedra negra da Caaba tem longa história, mas o certo é que se tornou importante para o islamismo, porque Maomé ao arrodear a Caaba, tocou nela. Por isso, hoje, os muçulmanos, quando fazem suas peregrinações a Meca, na Arábia Saudita, honram com grande respeito e devoção a pedra negra, que está no canto leste da Caaba. Esta pedra abriu para Maomé e seus discípulos até hoje os horizontes da fé.
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A Pedra da Roseta é um fragmento de granito encontrado em 1799, perto da cidade de Roseta, no Egito. Ela pesa cerca de uma tonelada, tem 77 cm de largura e 30 de espessura. Hoje essa pedra está no Museu Britânico. Nela há uma inscrição em línguas diferentes. Estudando essas inscrições, Jean-François Champollion decifrou os caracteres egípcios e deu início à descoberta da egiptologia moderna, o que possibilitou o conhecimento dos grandes tesouros egípcios.
Estes três exemplos mostram a importância de certas pedras, que encontramos no meio do caminho. Elas podem até servir para tropeços, mas, se soubermos aproveitá-las, certamente se transformarão em luz para novos caminhos.