Artigo
NOSSA SENHORA DAS DORES
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A vida de Nossa Senhora, como a vida de Jesus, foi cheia de altos e baixos, ou seja, de alegrias e dores. Aliás, como é a vida de todos nós. Temos alegrias e tristezas.
Na vida de Jesus podemos dizer que toda sua vida privada, os seus cerca de trinta anos em Nazaré, foi uma preparação para o Calvário. Jesus teve momentos de alegria, mas também de sofrimento pelas perseguições, incompreensões e desprezo. O mesmo aconteceu com sua mãe, Maria.
A festa de Nossa Senhora das Dores nasceu para lembrar a participação de Maria nas dores da redenção da humanidade feita por Jesus. Tem-se falado muito sobre as sete dores de Maria, mas desde a anunciação do anjo ela passou a viver sua vida como seu filho, Jesus. A própria anunciação, em si motivo de muita alegria, deve ter causado em Maria muito susto e angústia. No nascimento de Jesus, não havendo lugar para seus pais em Belém, Maria foi obrigada a dar à luz num lugar pobre e a colocar seu recém-nascido num presépio. Na apresentação no Templo, Simeão lhe advertiu que uma espada haveria de transpassar seu coração.
Essa espada estará sempre presente na vida de Maria. Quando as autoridades religiosas rejeitavam Jesus, o coração da Virgem sentia-se também rejeitado; quando, em Nazaré, os concidadãos de Jesus quiseram matá-lo empurrando-o por um desfiladeiro, as lágrimas de Maria foram a prova do seu sofrimento; quando Jesus, preso e condenado à morte, carregou a cruz até o Calvário, Maria carregou-a também, sofrendo aquela humilhação com seu filho; as marteladas em Jesus no Calvário entraram, como espadas, no coração de Nossa Senhora.
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O evangelista nos diz que, Maria, com amigas, estava de pé junto à cruz do Senhor. À diferença de muitas mulheres que se sentem mal nas horas difíceis da vida, Maria, na hora da morte de seu filho, permanece firme junto da sua cruz, embora esteja com o coração transpassado de dor.
A veneração de Nossa Senhora das Dores nos traz algumas belas e boas mensagens. A primeira é que temos de aceitar a vontade de Deus na alegria e no sofrimento, lembrando sempre que é pela cruz que chegaremos à glória da ressurreição. Outra é que devemos estar sempre firmes nas horas difíceis da vida, porque Deus é nossa força e proteção. Uma terceira mensagem é que Maria é para nós o exemplo da criatura cristã diante do sofrimento e que ela está no céu como nossa protetora e ajuda nos momentos de dor e de angustia e, como rezamos na Santa Maria, agora e na hora da nossa morte, amém.