Artigo
.... OS CHOQUES DE MARIA ....
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O profeta Simeão previu que uma espada haveria de transpassar o coração de Maria e, de fato, aconteceu várias vezes na vida da Virgem. Foram como que pequenos, mas dolorosos choques, que martirizaram Maria, fazendo-a participar da longa subida de Jesus no seu Calvário.
O primeiro choque foi quando o Arcanjo Gabriel fez o anúncio a Maria de que ela seria a mãe de Jesus. Semelhante notícia a uma menina muito jovem, humilde e simples, foi certamente um choque inesperado e assustador. Como Maria reagiu humanamente àquela notícia? Não sabemos, mas certamente seus sentimentos ficaram perturbados e revolucionados.
Um segundo choque aconteceu nos dias que se seguiram à anunciação. Esse choque foi em etapas sucessivas: o começo da gestação, a reação dos pais, dos familiares e de José. O terceiro choque se deu no encontro com Isabel, quando ela a proclamou bem-aventurada e lhe perguntou como seria digna de recebê-la em sua casa, ela a mãe do seu Senhor. O quarto choque aconteceu no nascimento de Jesus, isto é, na viagem a Belém, na falta de lugar para o parto e no próprio parto. Mas, logo em seguida, vem o quinto choque com a visita dos pastores. Na apresentação no templo aparece o sexto choque, quando Simeão abençoou a Sagrada Família e faz uma dolorosa profecia. A visita dos Magos, apesar da sua beleza, completa o sétimo choque, seguido do oitavo com a fuga para o Egito.
Os choques continuam com o nono na perda do Menino Jesus aos doze anos, quando da viagem a Jerusalém. A saída de casa para iniciar a vida pública foi o 10º choque de Maria. A partir de então, se sucedem muitos outros choques com os acontecimentos e as notícias da vida pública de Jesus.
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A paixão do Senhor, com cenas terríveis, foi verdadeiramente uma série de choques cruéis, como uma espada que penetrou dolorosamente no coração de sua mãe. Os cravos nas mãos de Jesus furaram também o coração da Virgem Santa. Cada martelada em Jesus repercutia na sua mãe. Todavia, ela permaneceu de pé, forte e impávida, junto à cruz do seu amado filho. Até mesmo a ascensão do Senhor foi um duro choque em Maria que, embora alegre e feliz pela vitória do seu filho, sentiu a saudade profunda da despedida e separação neste mundo.
Em suma, a vida de Maria foi uma série de choques, duros e dolorosos, mas ela, como ícone dos seguidores de Jesus, suportou a todos com paz, alegria, fé, confiança e amor. Como seu divino filho passou por muitas provações, mas com coragem venceu todas, tornando-se um exemplar perfeito da vida cristã.