Coluna Religião
PASTOR FALA SOBRE A DEPRESSÃO PÓS-CARNAVAL
Pastor-psicólogo, Guilherme Falcão explica as causas dessas frustrações e diz que só no Senhor Jesus há alegria que tudo supera
O carnaval terminou. Com ele, as fantasias dos dias mais esperados para os foliões extravasarem a energia acumulada o ano inteiro. Desde quarta-feira (22), muitos se sentem deprimidos diante da realidade de voltar ao trabalho. Em alguns casos, os especialistas admitem que isso venha a ser causado pela depressão pós-carnaval.
Para o psicólogo Guilherme Falcão, essa depressão é uma realidade que tem entre suas causas observadas por psiquiatras e psicólogos o conceito do termo trabalho (tripalium) no latiam. Um termo, na prática, utilizado para designar um instrumento de tortura feito de três paus aguçados. Alguns, com pontas de ferro.
“No Brasil, a festa da carne atrai boa parte da população para, em muitos casos, extravasar a frustração que sente do trabalho e da vida. Pessoas que, na sua maioria, ganham insuficiente para sustentar a família, fazem o que não gostam nem escolheram. Com essas frustrações, vai se criando um vazio existencial”, prosseguiu.
Falcão, que é também pastor, filósofo e professor MS, explicou que, na logoterapia de Viktor Frankl, o vazio existencial se diz quando uma pessoa faz o que todo mundo faz. Frankl, médico neurologista e psiquiatra de Viena, chamou isto de conformismo. Para ele, é totalitarismo fazer o que todo mundo quer que você faça.
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“A pessoa que não faz escolhas e nem toma decisões próprias imita ou cede ao que o meio social diz para ela fazer; são dois comportamentos condicionados pelo meio na sociedade. Frankl aponta que falta nesses comportamentos duas palavras e ações importantes: Liberdade e Responsabilidade”, continuou Falcão.
DEPRESSÃO/TRISTEZA
A depressão, ainda de acordo com Guilherme, afeta o emocional, o físico e o psíquico. “A pessoa passa a apresentar tristeza profunda, falta de apetite, desânimo, pessimismo e baixa autoestima”, acrescentou. Esses sintomas, ainda nas informações do pastor, “aparecem com frequência e podem combinar-se entre si”.
A tristeza, segundo ele, é geralmente algo momentâneo decorrente de frustrações naturais na vida, mas tende a perdurar dias e, no máximo duas semanas. “Quando ela passa de duas semanas, é importante consultar um psiquiatra e fazer uma psicoterapia existencial”, recomendou.
O vazio existencial também se dá pela perda das tradições que davam sustentação ao comportamento das pessoas nas famílias e na sociedade. “A quebra desses valores e princípios tem levado pessoas a se comportarem como bem querem”, concluiu o pastor, dizendo que “a alegria do Senhor é a força que tudo supera” (Neemias 8:10).