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Nº 5752
Coluna Religião

MARIA, A MÃE DE JESUS, VIVEU SEGUNDO A PALAVRA

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Por Mons. Pedro Teixeira Cavalcante /Teólogo | Edição do dia 25/02/2023 - Matéria atualizada em 25/02/2023 às 04h00

São João inicia seu Evangelho de uma maneira teologicamente profunda, quando escreve: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto (prós) de Deus.” (Jo 1,1). Em seguida, ele acrescenta: “E a Palavra se fez carne e veio habitar entre nós.”(Jo 1,14).

Jesus, pois, é a Palavra, que é de Deus e filho de Deus. Ele veio ao mundo como Palavra do Pai, para mostrar a vontade do Pai e ensinar essa Palavra, para que aqueles que a acolherem se tornem filhos de Deus. “Estes foram gerados não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. (Jo 1,12-13).

Aqui está a explicação da passagem de Mateus, no capítulo 12: “Enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém lhe disse: Olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo. Ele respondeu àquele que lhe falou: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os discípulos, acrescentou: Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” (Mt 12,46-50)

Maria é mãe biológica de Jesus, mas sua maternidade é muito mais profunda e chega às raias da perfeição, ou seja à maternidade divina total, pois, além de gerar Jesus no seu ventre, foi a criatura humana que mais conheceu a Palavra divina e, conhecendo-a, a pôs em prática. Vejamos como.

Na anunciação, quando o Arcanjo anunciou à Virgem que fora escolhida para ser Mãe de Jesus e lhe explicou como isto aconteceria, respondeu de imediato: “Eis aqui a escrava do Senhor! Faça-se em mim, segundo a tua palavra.” (Lc 1,38). Esta resposta de Maria ficará firme e fiel por toda sua vida. A Virgem viverá de fé, sem entender bem os mistérios de sua vida e da vida de seu filho. Ela meditava, rezava e seguiu em frente, sem desanimar. Viveu a palavra de Deus até o Calvário, quando ficou firme aos pés da cruz do seu filho.

Maria não só acolheu a palavra de Deus e a pôs em prática, mas viveu uma profunda união com essa Palavra, que era seu Filho. Ela gerou a natureza humana da Palavra divina, trouxe à luz essa Palavra, criou-a, amamentou-a, ensinou-lhe a falar, a andar, a rezar, cuidou dele com e amor. Sua vida foi dedicada a dar vida humana à Palavra divina de Deus. Portanto, tudo que Mateus escreveu no capítulo 12 de seu evangelho se aplica a Maria, a mais perfeita Mãe de Jesus!

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