Coluna Religião
FILHAS DO CORAÇÃO DE JESUS: 50 ANOS EM COLÔNIA
Missionários, leigos, religiosos e paroquianos saíram pelas ruas de Colônia Leopoldina para animar e convidar o povo a celebrar a data
Desde o dia 11 deste mês, os Centros Missionários motivaram a população leopoldinense a rezar e fazer memória dos trabalhos realizados pelas religiosas da Congregação Filhas do Sagrado Coração de Jesus no município, culminando com as missões realizadas nos dias 21 e 22.
A Paróquia Nossa Senhora do Carmo acolheu, na última sexta (21), alguns missionários, leigos e religiosos, que junto com os paroquianos saíram pelas ruas para animar e convidar o povo a celebrar os 50 anos de presença das religiosas em Colônia Leopoldina.
No terceiro Domingo da Páscoa (23) foi celebrado o encerramento deste jubileu com a Santa Missa, presidida pelo padre José Fernando Jerônimo, administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Apresentação, em Porto Calvo. Natural de Colônia Leopoldina, ele esteve presente desde a instalação oficial: “Eu era coroinha na época, tinha 9 anos de idade, é feliz uma paróquia que tem um padre e é feliz também uma paróquia que tem uma congregação como as Filhas do Sagrado Coração de Jesus, é um trabalho que se soma, tanto o ministério do padre como o ministério das irmãs através de serviços prestados à comunidade com amor, carinho e dedicação”.
O jovem seminarista Nadnael Oliveira, também filho da paróquia, disse: “Participar de um momento histórico é sempre muito feliz. Participei com muita alegria e coração muito grato a Deus pela vida das irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus e rezando para que elas cresçam mais em número e em santidade.”
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Atualmente, o trabalho das irmãs segue com o objetivo para o qual foram enviadas: “apóstolas espirituais e sociais”, através dos Centros Missionários, formação da catequese, cultivo de plantas medicinais, Clube de Mães que realiza oficinas de pintura, bordado, crochê e costura e o projeto Dando as Mãos, valorizando a pessoa humana com um trabalho dedicado a crianças e adolescentes carentes, incentivando a leitura e estudo ensinando alternativas de sustentabilidade.
CHEGADA DAS RELIGIOSAS
No início da década de 1970, as irmãs realizaram trabalhos missionários na comunidade, despertando o desejo de que a Congregação se tornasse presença permanente na cidade. Graças ao convite insistente de Dom Eliseu Maria Gomes de Oliveira, bispo auxiliar de Maceió, a instalação oficial ocorreu em 24 de abril de 1973, formada por três irmãs: Anna Maria Canci, Cleonice Furini e Teresinha Stodolni.
As missões concentraram-se nas periferias da cidade: Rua Padre Cícero, bairro Santo Antônio, Loteamento Belo Jardim, Mandacaru e José Maria Quirino, enquanto que na igreja, os religiosos realizavam encontros de espiritualidade com os paroquianos: Apostolado da Oração, lideranças, crianças da catequese, jovens do Crisma e Juventude Carmelitana.