Artigo
... VIDA MÍSTICA DE MARIA ...
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A Virgem Maria, mãe de Jesus, nasceu sem o pecado original, ela foi isenta, portanto, de todo e qualquer pecado. Foi assim preparada para ser a mãe do nosso Salvador. Ela esmagou a cabeça da serpente (Gn 3,15) e se tornou, por obra da Trindade, a Imaculada, a Toda Pura, a Santíssima. Assim sendo, Maria não teve nenhum motivo para uma luta para se libertar do pecado, mas nem por isso ela deixou de ter uma vida ascética. A ascética de Maria foi uma luta contínua para viver a sua vida mística, ou seja, Maria sofreu e se esforçou para cumprir sua missão de mãe de Deus.
A santidade e a perfeição se realizam primeiramente pela graça de Deus, mas essa graça só opera quando a pessoa humana se abre à graça, ou seja, coopera com a graça aceitando-a e agindo conforme a luz divina a orienta.
No caso de Maria, tudo se concretiza e parte do seu ‘fiat’ (’faça-se’). Um fiat, que não é para um fato só, a Encarnação, mas para toda sua vida com todos os fatos e casos que a envolveram. No seu fiat está a aceitação total e completa da vontade divina e, a partir daquele momento, Maria viverá esse fiat numa aceitação sem reserva.
Pela gestação de Jesus, Maria se envolve com Deus de uma maneira admirável, que se mostrou na luta da Virgem para aceitar e viver a vontade divina em cada momento de sua vida. Ao ter de apresentar seu filho no templo segundo a prescrição da lei mosaica, ao obedecer a voz do anjo que a manda levar seu filho para o Egito, Maria pratica a obediência e entrega-se a uma fé total. No encontro com seu filho no templo, quando ele desaparecera sem avisar, Maria aprende a viver mais profundamente a fé.
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A vida mística é uma união constante, pessoal e íntima com Deus. Poderá haver união mais séria e profunda com Deus do que a união maternal e profunda de Maria com Deus, especialmente com seu filho, Jesus? Essa união se chama oração em espírito e verdade e foi nela que Maria viveu todos os momentos de sua vida! E foi nos momentos da paixão do Senhor que Maria mais viveu em união profunda com seu filho, Jesus. Ela participou da paixão de todas as maneiras, isto é, física, moral, psicológica e espiritualmente. Nesses momentos, Maria viveu e aprofundou sua obediência à vontade divina, repetindo seu fiat com muita fé e amor.
A vida ascética de Maria foi o esforço para viver e desenvolver sua mística de fé, esperança e caridade na obediência, humildade e amor em sublime união com seu amado filho. Foi o seu fiat vivido diretamente com Deus e com o próximo por amor a Deus, como na sua visita a Isabel.