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Nº 5647
Coluna Religião

Ficar feliz com a felicidade das outras pessoas

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Por Mons. Pedro Teixeira Cavalcante/Teólogo | Edição do dia 20/01/2024 - Matéria atualizada em 20/01/2024 às 04h00

O evangelista Marcos conta um fato curioso e cheio de ensinamentos, da vida de Jesus com seus apóstolos. Diz o evangelista: “João disse-lhe: ‘Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demônios em teu nome e lho proibimos.’ Jesus, porém, disse-lhe: ‘Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim’”.

Por que João, o discípulo do amor, teria agido e falado dessa maneira? Teria sido ciúme, ou inveja? Ou porque achava que só os apóstolos tinham o direito de realizar certos prodígios? É difícil dar uma resposta, mas é claro que na tomada de posição de João aparecem esses sentimentos: de inveja, ciúme e egoísmo.

O episódio foi triste e a reprovação de Jesus ainda hoje tem o seu valor. Com efeito, mesmo entre os que se dizem viver os ensinamentos de Jesus, predominam a inveja, o ciúme e o egoísmo. Muitas vezes ficamos tristes e reclamamos quando alguém pratica um bem, que julgamos reservado a nós. Ou pior: muitos se julgam tão elevados, que maltratam e reclamam dos outros, só porque pensam que são os únicos dignos de praticar certas ações. Infelizmente o egoísmo ainda predomina entre nós, mesmo após a reprovação de Jesus.

Ao invés de ficarmos tristes e aborrecidos porque um irmão fez algo bom ou foi promovido, devemos nos alegrar, pois só Deus sabe o que faz.

Inveja, ciúme, egoísmo são vermes que fazem maior mal aos que os têm, do que àqueles que são vítimas deles. Agradecer a Deus sempre as coisas boas que nossos irmãos fazem pelo poder divino. Eis o ensinamento do Mestre.

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